segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

28.11.13 - Sem mérito

 Caras mascaradas,
 E máscaras adornadas.
 Me causam enjoo junto a menção das pragas.
 Questionando a procedência,

 E desconfiando dos fatos a coerência.
 Capturo no ar a mentira contida em cada displicência.
 Munido de experiência,
 Não me deixo iludir.

 Mas a cada falso passo nas estórias deixo redimir-se.
 Porque mais forte que a dor,
 Bem mais eficaz que o rancor,
 Eu aprendi a dar sempre uma chance pro amor.

 ~As vezes tem de lutar,
 Mesmo se não sabe o que é.
 Por que se depender dos outros pra ajudar,
 Muitos vão dar no pé.

 As vezes tem que sorrir,
 Mesmo que não valha um tostão.
 Pois depender dos outros e fazer com intenção,
 Só nos causa frustração.~

 As vezes tem que sorrir,
 Mesmo que a casa cair,
 As vezes tem que lutar,
 Mesmo se a força faltar, por que

 Quem faz pensando sempre no retorno,
 Nunca chega a faturar o dobro do investimento.
 Quem muito faz e pouco corre a traz,
 Pode acabar cego no tormento.

 Já passei por muita tempestade,
 E já corri muito da chuva no centro dessa cidade.
 E também aprendi que fazer valer a vivacidade,
 É uma forma de prevenção antes que chegue a dificuldade.

 Dia-a-dia, enfrentando a correria,
 Se movendo por entre os destroços dessa city.
 Ralando, trampando, gastando os dedos até os ossos.
 Causando bem só a mim mesmo.

 Deixando guardado com muito trabalho o meu pé-de-meia.
 Por que a veia,
 Já nasceu velha e calejada.
 E não pretendo descansar até a próxima parada.

 ~As vezes tem de lutar,
 Mesmo se não sabe o que é.
 Por que se depender dos outros pra ajudar,
 Muitos vão dar no pé.

 As vezes tem que sorrir,
 Mesmo que não valha um tostão.
 Pois depender dos outros e fazer com intenção,
 Só nos causa frustração.~

 Sempre faço por vontade própria,
 Sem esperar incentivo ou aguardar um tapinha no ombro.
 Se eu esperasse uma medalha,
 Ai de mim... Só tava o osso.

28.11.13 - Medusa 2

 O nosso herói acordara determinado a enfrentar o Goblin. Desperto antes da luz dourada tocar os móveis velhos de sua cozinha esculpidos em pinheiro, o detentor da jornada acabara por decifrar, a sua maneira, o enigma a ti proferido.
 A Medusa, muito exigente, não o respeita como um herói, e muito menos como cavaleiro honrado. Ela trabalha determinada, dia após dia, com testes de confiança, e como nosso herói presume, este deve ser mais um teste one - além de encontrar a resposta - terá que decifrar a pergunta.