segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

28.11.13 - Sem mérito

 Caras mascaradas,
 E máscaras adornadas.
 Me causam enjoo junto a menção das pragas.
 Questionando a procedência,

 E desconfiando dos fatos a coerência.
 Capturo no ar a mentira contida em cada displicência.
 Munido de experiência,
 Não me deixo iludir.

 Mas a cada falso passo nas estórias deixo redimir-se.
 Porque mais forte que a dor,
 Bem mais eficaz que o rancor,
 Eu aprendi a dar sempre uma chance pro amor.

 ~As vezes tem de lutar,
 Mesmo se não sabe o que é.
 Por que se depender dos outros pra ajudar,
 Muitos vão dar no pé.

 As vezes tem que sorrir,
 Mesmo que não valha um tostão.
 Pois depender dos outros e fazer com intenção,
 Só nos causa frustração.~

 As vezes tem que sorrir,
 Mesmo que a casa cair,
 As vezes tem que lutar,
 Mesmo se a força faltar, por que

 Quem faz pensando sempre no retorno,
 Nunca chega a faturar o dobro do investimento.
 Quem muito faz e pouco corre a traz,
 Pode acabar cego no tormento.

 Já passei por muita tempestade,
 E já corri muito da chuva no centro dessa cidade.
 E também aprendi que fazer valer a vivacidade,
 É uma forma de prevenção antes que chegue a dificuldade.

 Dia-a-dia, enfrentando a correria,
 Se movendo por entre os destroços dessa city.
 Ralando, trampando, gastando os dedos até os ossos.
 Causando bem só a mim mesmo.

 Deixando guardado com muito trabalho o meu pé-de-meia.
 Por que a veia,
 Já nasceu velha e calejada.
 E não pretendo descansar até a próxima parada.

 ~As vezes tem de lutar,
 Mesmo se não sabe o que é.
 Por que se depender dos outros pra ajudar,
 Muitos vão dar no pé.

 As vezes tem que sorrir,
 Mesmo que não valha um tostão.
 Pois depender dos outros e fazer com intenção,
 Só nos causa frustração.~

 Sempre faço por vontade própria,
 Sem esperar incentivo ou aguardar um tapinha no ombro.
 Se eu esperasse uma medalha,
 Ai de mim... Só tava o osso.

28.11.13 - Medusa 2

 O nosso herói acordara determinado a enfrentar o Goblin. Desperto antes da luz dourada tocar os móveis velhos de sua cozinha esculpidos em pinheiro, o detentor da jornada acabara por decifrar, a sua maneira, o enigma a ti proferido.
 A Medusa, muito exigente, não o respeita como um herói, e muito menos como cavaleiro honrado. Ela trabalha determinada, dia após dia, com testes de confiança, e como nosso herói presume, este deve ser mais um teste one - além de encontrar a resposta - terá que decifrar a pergunta.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

27.11.13 - Medusa


 É.
 E lá vem neste instante, montado em seu cavalo branco, o cavaleiro trazendo a mensagem. O mensageiro a lê em voz alta; INCERTEZA!
 O nosso herói, dono de todas as razões, agora não sabe o que teme. Sabe que a jornada é longa, mas e agora? Pra onde?
 Depois da mensagem da rainha, que normalmente dá missões para serem cumpridas, desta vez deixara-o com a pulga atrás da orelha.
 O nosso herói, dono de armas de lâminas, uma armadura não muito luxuosa, mas bem cuidada e adornada, presta de ir atrás da resposta pro enigma. Sempre de cabeça erguida, ele decide ir, e não voltar enquanto não compreender a sentença que lhe foi imposta.

 Agora, neste momento, é hora. É hora de matar os dragões, as quimeras, os demônios e mandar a princesa dormir. Pois nosso herói, preferi a presença gélida e petrificante da Medusa.

25.11.13 - Sonhos de futuro

 Acordar no meio da noite,
 Pra na minha mente rever seu rosto?
 Isso faço com gosto.

 Teu cheiro inebriante no travesseiro,
 É o meu calmante e companhia pra uma noite inteira de sono.
 Sonho de pé, sonho deitado.

 Foi ontem, mas já sinto saudade.
 Vivo o hoje, mas penso na futura trindade,
 Nos nossos momentos quando tivermos liberdade.

23.11.13 - Dr. Love

 Já tanto feri, que dessa vez eu vou curar.

23.11.13 - Conquista

 Já perdi tanto, que desta vez eu vou ganhar.

23.11.13 - Garova

 Já abracei tanta tempestade, que esse Sol não largo mais.

23.11.13 - Pneumático

 Já passei por muitas estradas ruins,
 Já deixei de subir muitas ladeiras por que chovia.
 Já deixei de descer muitas ladeiras por que temia.
 Já rodei nas estradas do Leste, do Oeste, e de Norte a Sul.
 Já furei, mas sou um bom pneu.
 Meu lema é: "Se rasgar, nóis costura.".
 Você acha que um prego vai me impedir de te encontrar?

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

23.11.13 - 55mm

 Ela foi sincera,
 E me assustou.
 Eu dei brecha,
 E me apavorei.

 Se eu não tivesse perguntado,
 Não havia me apavorado.
 Mas se eu não tivesse ouvido,
 Acharia que o carro era blindado.

23.11.13 - O trem

 Uma música triste,
 Um bom lugar na janela.
 O pensamento distante.

 A mente sempre insiste no regresso,
 Nunca um passo adiante.
 O autoflagelo é constante.

21.11.13 - 23 de Dezembro de 1944

 Através dos fachos oscilantes da seteira,
 O soldado notara a silhueta de uma jovem.
 Não durara 2/4 de segundo.

 Correra a traz como nunca,
 Largando no caminho o cantil,
 A mochila, a ração, uma Luger e seu fuzil.

 Trespassara o arco final,
 Cortado como uma criança os raios solares que atravessavam as janelas envidraçadas.
 Atravessando em poucos segundos todo o salão protegido pela abóbada.

 Quando finalmente cruzara a guarita de granito,
 E os raios do por-do-Sol tocaram-lhe a fronte,
 Fora sido estocado.

 Sangrara rios e mares.
 Estava com um punhal no abdome.
 Punhal este com o cabo atado ao cano de um rifle alemão.

 A sua donzela que tanto procurou,
 Fora sido uma alucinação fruto de sua solidão e desidratação.
 Uma consequência fatal por se perder enquanto voltava pro batalhão.

 O pobre, agora caído no chão de terra batida,
 Agonizando no solo sob o arco principal do castelo alemão,
 Não tivera tempo de ver a vida diante de seus olhos.

 Devido sua demência, ou sua esperança infantil,
 A última imagem que visualizara fora sido encantadora.
 Não era a face nazista que o apunhalara, nem o sangue que lhe jorrara...

 Era um anjo em vestido de seda branco,
 Que viera num sonho lúcido cuidar de teus prantos,
 Um anjo que deixara em terras ianques chamado Lenora.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Sambinha Bom


Quero virar sua pele,
Quero fazer uma capa,
Quero tirar sua roupa.

19.11.13

 Pronto, decidido,
 Está pronto para ser escrito.
 Em meio as trevas nasce o Sol.
 A luz bate em meu umbigo.

19.11.13 - Triunfo

 Eu sou o dono do Mundo.
 Cá estou eu, por cima da carne seca.
 Observando ao longo dos corpos caídos,
 Quilômetros de cadáveres a frente
 De meu observatório nos destroços do Empire State.
 Trajando botas e jaquetas de couro que vão durar o resto de minha vida.
 Um novo dia.

 O dia em que os corpos se levantarão,
 E notarão o quão forte o Sol bate em meu rosto.
 O quanto entendo de gostos, sabores...
 Quanto são firmes meus valores.
 O quanto marquei esta cidade, só eu sei.
 É tudo meu.

19.11.13 - Garota infernal

 Com aquele jeito inocente,
 Aquele olhar curioso,
 Ela desfila meio indecente,
 Diante de meus olhos.

 Já virara a musa inspiradora,
 A minha Lenora,
 O motivo para a caneta,
 Escorregar pelas pautas.

 Virara a minha cafeína,
 O remédio de minhas feridas.
 A chama apagada esquecida,
 Que agora vive ativa.

 A mensagem é uma só,
 "Quero que me pegue sem dó,
 Se possível use cordas e faça um bom nó.
 E que eu gema tanto que fique sem voz."

 Eu como um bom cavalheiro,
 Atenderei seu pedido.
 Vou começar por sua boca molhada,
 E terminar abaixo do umbigo.

 Se quiseres ficar, não negarei abrigo.
 Se se comportar, lhe negarei o sorriso.
 Quero-te perversa, insana...
 Me implorando novamente aqueles tapas na cama.

 Quero te dominar de todas as direções,
 Te pegar daquele mesmo jeito de lado.
 Pancada após pancada, te devorando...
 Ferozmente prejudicando o estrado.

 Rangidos de móveis,
 Tapas estalados...
 Todos sons possíveis emitidos do seu corpo,
 São meus aliados.

 O corpo sua.
 A mente ferozmente atua,
 Para não cair na tua.
 Está realmente me tentando.

 Me provocando cai,
 Toda molhada e emitindo muxoxos,
 Por cima de mim.
 Exausta e ensopada.

19.11.13 - Tá perdido!

 Cara, você sabe disso.
 Você sabe o quanto está longe de casa.
 Sabe que ela te levou pra mata fechada,
 Cheia de animais selvagens.

 Não é tão selvagem quanto pensava, não é?
 É mais dócil que um poodle;
 Faz faz barulho...
 São só latidos.

 Esta envolvido com esta cadelinha até os ossos.
 Preso não só em sua lábia,
 Mas na sua sutileza, no seu sex appeal.
 Já era, se perdeu. Nem se encontrou mais.

18.11.13 - Bag

 Sempre te achei gata,
 Mas ultimamente tens sido muito mais que aparência.
 Tens se mostrado atenciosa e divertida.
 Gosto da sua companhia.
 Está sendo cada vez mais interessante te descobrir.
 Nossos encontros estão cada vez mais prazerosos.

18.11.13 - Cuidado

 Cuidado, cuidado!
 O caçador de mulheres compromissadas está a solta!
 Ele não se preocupa se é morena mulata ou rosada,
 Ele só quer meter a rola.
 Está quente, fervendo para abocanhar outro seio.

 Se escondendo em bares, sorrateiro pelos sarais,
 Foge de uma encrenca, "rápido rápido!", como quem foge de Alcatraz:
 Na minúcia, como um ninja;
 Mata sua vítima sem mesmo deixar pistas.
 Seu maior inimigo é sua boca;
 Que conta vantagem aos quatro ventos.
 Seu rival, o ego;
 Caça as pepecas só para se fortalecer.

 "Quem sempre belisca nunca está com fome",
 É o seu lema,
 "E o churrasco do vizinho é sempre mais gostoso."

18.11.13 - Não

 Decidi não esquentar com a situação.
 Deixar acontecer e me deixar encantar.
 Se der na telha vou deixar transparecer satisfação.
 Se preciso vou abrir meu coração.
 Vou escolher a direção dos meus caminhos a partir dos meus próprios critérios,
 Critérios estes que mal sei quais são.

 Estou farto de me preocupar,
 De respirar o mesmo ar,
 De desejar o mesmo padrão de mulheres.
 Quero carne nova, sua carne nova.
 Arriscar se possível, tudo que tenho.
 Para que no fim do dia, no meio da noite, na matina,
 Eu tendo você como minha. Descanso no teu seio.

18.11.13

 O fruto proibido me beija,
 Se roça estreita,
 E na minha cama se ajeita.
 ...

12.11.13

 Tão esperto fui,
 Tão sabichão...
 Quis provar que tenho valores,
 Que a razão fala mais,
 Mais alto até que o coração.
 Estava errado,
 Claro!

 Deslizei meus dedos,
 Todos eles,
 Por cima do meu ego.
 Estava cego,
 Em querer demonstrar,
 O quão grande podia ficar,
 O quanto podia esnobar.
 E logo veio,
 Bem sem jeito,
 O Arrependimento.

 Após o tapa bem dado,
 O sorriso estalado,
 A satisfação estampada,
 E a cara sem graça,
 Eu pude notar que havia sim,
 Dado mais uma vez,
 Um passo para trás.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

19.11.13 - Flor de Lotus

Eu:
 O meu fogo pode ser tão quente ou mais ardente que seus desejos. E se fugires de meus beijos, há de ser mais nefasta a ira dos deuses sobre mim, do que o remorso que sentirás. Venha minha donzela, venha valsar a noite toda com seu cavalheiro. Dançar a dança proibida da meia noite e degustar do sabor proibido e inebriante do amor.

Ela:

convite tentador rs
Eu:
 Tentador é ter que ouvi-la, sentir tua presença indiretamente, e não poder possuí-la. Não poder gritar aos quatro ventos, que encontrei a minha Flor de Lotus. A espera, tentadora espera, como quem Lenora espera, é mais dolorosa que na ficção, é muito mais que nos livros o impacto em meu coração. Vamos, seguiremos viagem aonde o Sol bater, e onde os raios não tocarem o solo, nós estaremos profanando os nomes de deuses há muito esquecidos, em urros, gritos...
Ela:
 .. vc me deixa sem fala
Eu:
 
A voz é só um detalhe iminente, é uma pedra em meio uma torrente de emoções. Nossos prazeres -e eu ressalto nossos, pois são particulares-, são muito mais fortes que as evidências. Muito mais encantadora do que meretrizes oferecem dentre suas pernas. É mais real, menos dúbio, é mais paixão a que tesão. Nossas normalidade sentidas, que foram testadas na cama, formaram mais explosões que uma supernova, no meio do espaço. Uma explosão de calor sentida, que além de desnecessário documentá-la é, complicado de explicá-la foi.

É mais recíproco do que parece...

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

28.10.13 - Boss

Hoje é dia,
de enfrentar o mormaço,
estalar de dedos,
instalar no peito,
a emoção contida lá fora.

Trazer adentro o espaço curto,
curto espaço de mudo,
falando mudo,
deficiente auditivo que mais ouve,
do que fala coisas condizentes.

Trazer pra gente,
a arte urbana pra "nois",
soltar sem boca a voz,
contida displicentemente,
no cara que tem em mente,
propagar o BOSS!

É hoje,
esta noite,
mais um ataque lírico,
de arte ilícita,
e por a prova os riscos,
e medos dos bancados por ricos.

Estatelar,
aprovar a batida,
esbaldar a minuta,
no caderno contida,
no peito intrínseca,
e que só sai ativa.

Tsss... da lata,
clack da arma,
"weeeow" da sirene,
*tamp* dos portões,
cochichos das gentes,
subiu, cabo, tá na mente.

Arte urbana,
cara de rua,
feito histórico,
durou dois dias,
ficou uns dias.

Hoje é dia,
de soltar a sua voz,
de cri car na rua,
de criar caso na sua,
na cidade do BOSS.

24.10.13 - Não me negue

 O que me chamou a atenção,
 Fora sido aquele sorriso,
 Sem sequer capricho,
 Que quando revido,
 Torna claro e simples,
 Singelo e tímido.
 Meio de canto,
 Inocente se desmancha
 Aos poucos.
 Sobram segundos,
 Muito poucos;
 Ficam murmúrios ao pé do ouvido.

 Um cochicho aqui,
 Um carinho ali,
 A tentação no toque das mãos.
 Um turbilhão na imaginação,
 Ação, consequência.
 A carne é de extrema fraqueza.
 Negar o prato,
 Pura desobediência,
 É negar a si as leis da natureza.
 É não beber da água que tenho.
 Negar o próprio seio é,
 Lembrar-se que tens medo.

24.10.13

 E essa mania feia,
 Tão antiga que tem teia,
 De dizer não dizendo.

 Esse jeito de insinuar,
 Deixando aquela malícia no ar,
 Em meio ao relento.

 Deixei de lado minhas tiras,
 Ignorei as prosas tímidas,
 E tratei de recitar.

 Me lembrei de como é bom ser ouvido,
 De como, escrevendo, sou destemido,
 E que de papel e caneta me ponho a flertar.

23.10.13 - Caos

 Fora mais doce do que parece.
 Pensei que tinha sido um sinal,
 A resposta para os problemas,
 A luz no fim do túnel da Anatema.

 Falei comigo: Não cair em tentação.
 É em vão. Fui fisgado como um peixe.
 Caindo lentamente aos caprichos,
 Noto ao longo o som dos bichos.

 Dizem a mim que estou sonhando.
 Um sonho que não é real,
 Até quando será possível cair sem tocar,
 Sem sentir o sabor do solo?

 Estou flutuando num mar de emoções,
 Vivendo inteiramente de uma ilusão.
 Sou sedento de carinho,
 E se possível pago com o coração.

14.10.13

 As vezes, o que mais precisamos é de uma noite de sono.

10.10.13 - Penso, repenso, paro e reflito!

 Com licença para entrar na sua casa,
 Com todo o respeito.
 Com a educação e o breve entendimento aprendi que isso é direito.
 Tiro o sapato e me acomodo na ponta dos pés,
 Te falo um pouco do meu caminho e conto sobre minha fé.
 A 180 na trabalhadores a mil no Gol Mil,
 Louco alucinado, mais louco que eu nunca se viu.
 Refleti sobre os problemas e aonde iria parar minha vida.
 Sempre pilotando sem rumo,
 Tranquilo a 180 até acertar um muro.
 Deus me livre...
 Enquanto Deus vive, há de me proteger de todo mal,
 Pelo vale da escuridão e o caminho de pedras,
 Seguirei com a proteção do todo poderoso,
 E citarei aos quatro cantos seu nome com gosto.
 Velejarei se preciso um longo oceano numa caravela.
 E pra ela, acende uma vela.
 Toda aquela bela música que me lembro dela.
 Vamos sair hoje e abrir algumas geladas a vera,
 Esquecer o passado mandando as rimas à Capella.
 A noite perfeita se resume assim:
 Umas brejas, um chá, o board e música pra você e pra mim.
 Um detalhe que muda toda uma breve história,
 A velha companhia dos loucos, da louca, dos verdadeiros que são poucos,
 Rimando com a voz rouca,
 De moletom e touca,
 Com um vinho na mão esbravejando cada citação,
 Como se a noite comemorasse algo, e fosse uma só.
 Como se eu comemorasse minha vida, que como não bastasse é uma só.
 Não quero grana, que só traz problema.
 Não preciso de mais sexo, que já tenho pra mim.
 Só quero sentir o vento na cara,
 Curtir a madrugada de skate que é coisa rara.

 "Hey, tenho um natural pra nós" então traz,
 "Acho que o mano ali tem química pra nós" nem traz.
 Já faz um tempão que não fico louco,
 Da última vez foi... nem lembro quanto tempo faz.
 Olha lá meu irmão, do outro lado da pista,
 O Edu, o Ciringa, o Zoio e o Pisca.
 Tudo "loco", curtindo a sua maneira a madrugada,
 E eu já tô com sono, acho que vou subir com minha mina pra casa.
 Amanhã se precisar de mim me chama no face,
 Me manda sms ou liga que atendo.
 Dos problemas da vida entendo.
 Liga nóis, não se acanhe nem se cale,
 Nessa vida nós todos lutamos pela mesma causa. Paro penso, olho e reflito, penso que pensar nos problemas só me deixa aflito.
 Sei de tuas dívidas e de teu garoto que está vindo,
 E saiba que quando precisar dum irmão do teu lado estarei indo.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

09.10.13

 Me espanta a noite,
 Criativa soite,
 Que vem tarde,
 Muito após a tarde,
 E se abre como uma rosa.

 Mão amanteigada,
 Pelos papéis sujos de pauta,
 Lauda após lauda, me inspiram
 Enquanto ouço cítaras d'Os Besouros,
 Quando ainda moços.

 Paro um pouco,
 Observo o caminho percorrido,
 E do pescoço erguido e caneta levantada,
 Dentre a minuta exaltada,
 Ouço fora do quarto: "Vá deitar, está tarde!"

09.10.13 - Wylder

 Hey, acordais e saíste da ilha!
 Que bom, não és mais só!
 Sois um pateta em acreditar que fui teu barco.
 Que trágico.

 Mas que boa notícia.
 Maravilhosa onda de calor.
 Sei que estás bem resolvida.
 Que ironia!

 Te deixarei,
 Pois as terças solitárias são segundas pra ti.
 Calo-me, és independente demais para mim.
 Desculpe-me o grude!

09.10.13

 Não sei como se sente,
 Mas sei que se sentiria melhor comigo.
 Tenho fé nos meus instintos.
 Sou mais produtivo de madrugada.

 Sem que faça contato visual,
 Imagine meus olhos no seu.
 Sem que tenhas meu toque,
 Crê na minha visão mesmo no breu.

 Comigo o céu cintila em diamantes,
 Tortas de marshmellow são só glicose.
 Sou puro doce quando posso,
 Amargo quando quero.

 Distância simbólica nos separam,
 Nos diferenciam do raciocínio,
 Nos mostrando o quão diferente somos.
 Como se não bastasse a idade.

 Assim vivo leve e melhor,
 Desse jeito me sinto melhor todo o tempo.
 Inclusive vivo sem medo.
 Erro o tempo que for; não está aqui mesmo.

domingo, 6 de outubro de 2013

Um domingo vazio e uma agenda (de bomb) lotada.

(BS) BOSS

BST

LAWBOYS / REMORSO

BebibaSkTóxico
VeReVé
Remorso WT

02.10.13 - Lens

 Lomografia é para poucos.
 O analógico é seletivo.
 A digital é intuitiva,
 Mas a 3ccd é pronta.
 Uma "mini dv" é prática.
 Artesanal é arcaica.
 Portáteis são caras.
 VHS extinto.
 SD amigo.

02.10.13 - Ego umbilical

 Que alívio é este que me domina o peito,
 Dai-me sorriso no rosto,
 Me remete ao umbigo?
 Um alívio sorridente da mais pura onda,
 Onda pura de felicidade.
 Simples onda de alívio,
 Simples Sol de instinto,
 Extinto Sol do umbigo.

 Ego agradece,
 Enaltecido pelas preces,
 Aliviado do estresse,
 Condizente com tua febre.
 Mal passada é tua carne.
 Mau!
 Útil desapropriador,
 Inútil companheiro.

29.09.13 - Ninguém

 Sem amor o pião morre.
 A dama pula casa.
 O bingo come bola.
 A flor não nasce.
 O mato não cresce.
 O apetite desaparece.
 A vaidade acaba.
 O Sol castiga.
 A água falta.
 Higiene não existe.
 Abraço não há.

 Sem amor ninguém dorme.
 Sem amor ninguém sofre.
 Sem sofrer ninguém cresce.
 Sem crescer ninguém aparece.
 Sem aparecer ninguém nota.
 Sem nota ninguém foca.
 Sem foque ninguém abraça.
 Sem abraço ninguém beija.
 Sem beijo ninguém sonha.
 Sem sonho ninguém se apaixona.
 Sem paixão ninguém ama.

29.09.13

 Sinto vontade de chorar mas não consigo.
 Difícil está sendo,
 Em meio toda tempestade, encontrar abrigo.
 E o umbigo, aonde fica?
 Entalado na garganta,
 "Papo de mil fitas".
 Todos os dias,
 Todas as noites,
 A essência é quebrada e o segredo desvendado.
 Despedaçado faleço em lençóis.
 Transtornado, preso no tornado,
 Só levanto após mil sois.
 Metido a besta, sem cabeça,
 Só levanto após as três.

 E dessa vez, o que fito?
 Qual será a crise do deslize?
 Os erros tais, de funções carnais,
 Ainda me causam dores estomacais.
 Não importando a arroba e nem o véu.
 Nem se o veículo correu por Terra ou por Céu.
 O que sobrou foram tiras, fitas, laços.
 Fitílhos, cochichos mistos, muxoxos e farpas.
 Apedrejam-me. Dizem.
 Nada fazem mas consomem.
 Nada criam condizentes com seus dogmas.
 Eu vomito, anoto, escrevo e ninguém nota.
 Sou um elefante de pantufa.
 Uma mariposa na estufa.
 Orangotango de desenho animado;
 Só aparência, nada real!

29.09.13

 Parece que neste momento, administrar você próprio os seus problemas,
 É o ato mais difícil deste enredo.
 Não consigo nem administrar minhas rimas, quem dirá meu desemprego.

23.09.13 - Like a Dream

 Camundongos,
 Choupana cheia deles.
 Uma invasão,
 Um caos total,
 Com paredes caindo.

 Uma só cidade subterrânea,
 Nascida nos porões de casa.
 Asa, pata, rabo, pernas...
 E tudo muda.
 Vira sal e um filme de traição.

23.09.13 - Russian Red


 Russa vermelha,
 Com calor espanhol.
 Tens doce timbre,
 Disso sabes.

 De imediato ato,
 Causou-me vácuo.
 Pensei ao acaso,
 Num amor passado.

 Tudo me remete,
 Sua voz, seus olhos...
 Me levam a lugares,
 Me trazem presentes recusados.

23.09.13 - Ira Chernova


 O seu olhar em preto e branco me assombra.
 A ferida narcísica desperta, traz a tona sonhos frustrados.
 Eu sou a moldura de suas fotografias frias, eu sou o álbum de suas imagens mais sensuais.
 Sou a caneta deslizante por sobre a pele branca pautada e datada.
 Sou dono do caderno das eras,
 Dos encantos deslizantes.
 Sou os olhos atentos no seu ensaio nu.
 E você nunca ouviu falar de mim.

21.09.13 - Autorretrato II

 Diariamente, serião.
 Constantemente, canastrão.
 Na presença de amigos, falastrão.
 Na presença da mãe, filhão.

 Tranquilo na escrita feito ermitão,
 As vezes descreve um furação,
 Outrora colide um caminhão...
 Mas sempre escreve com emoção.

 Sabe que está sendo clichê até então.
 Também reconhece suas rimas onde estão,
 Que não passam de um borrão,
 Mas acredita em sua evolução.

 Já foi um cara descontraido,
 Com sorriso na face meio bobão.
 Mas hoje é mais triste e tranquilo.
 E todos seus textos remetem a uma antiga paixão.

21.09.13 - Autorretrato

 Diariamente calado,
 Sempre emburrado.
 Um pouco sisudo e destacado.

 Conta com um dia,
 Ter sua câmera de fotografias,
 E adquirir uma filmadora como disse que faria.

 Irá trazer lembrancinhas de longe,
 Lembrar da responsabilidade de ser homem,
 E fazer mais que existir.

13.09.13

 O quão é necessário demonstrar força? Até que ponto é realmente plausível demonstrar força, defender sua honra? Há cabimento nesta cultura tradicionalista em colecionar feridas de guerra?
 No mundo atual, as pessoas mais sensatas e mais jovens estão deixando cada vez mais de lado esta arcaica tradição.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

08.02.13 - Carne vale!

Despojei-me em meio ao estofado,
 Ludibriei-me com suburbanos exaltados,
 Sons de fogos e risadas que soavam como trilha sonora,
 De foliões, desordeiros, gatunos, maconheiros, oportunistas e trambiqueiros.
 De pierrots, colombinas, ciganas, odaliscas, paulistas e nortistas.
 De chineses, italianos, portugueses, coreanos, turcos, e muçulmanos.
 E ouço vindo lá debaixo um murmúrio baixo:
 "Achas que não sou pura?" dizia a travesti a teu macho,
 "És uma puta de uma puta, só acho, só acho!",
  Disse eu de cima pra baixo de meu escritório.
 "Quem ousas me ofender em meu território?",
 Questionou "o vadia" num tom cheio de ódio.
 "Fui eu, tua puta de sexo duvidoso!", disse,
 Fazendo de minha janela meu observatório.
 A puta meio-homem tirava sua sandália,
 Enquanto eu um pouco atônito caíra na gargalhada.
 Com seu calçado em mãos e muito puta, dizia a puta:
 "Desces daí filho-da-puta! Tu não sabes quem sou,
 Venhas e desfigurarei a face tua!"
 No mesmo instante retruquei a bicha suja:
 "Claro que sei! És uma bicha pé-rapada, que acha que és dona da Rua Augusta!
 Tão escandalosa que merecia uma multa!"
 O vadia retrucou mais algumas ofensas, como se não bastasse a boca já imunda,
 Saiu retrucando aos ventos, prosas ainda mais chulas.
 E lá se foi a travesti estúpida,
 Murmurando ofensas, tirando a calcinha da bunda,
 De tão bêbada se equilibrava no salto e caminhava destrambelhada.
 Agora na sala, penso nesta comemoração indo-europeia tal,
 Com uma pitada de humor negro até pode ser legal.
 Mas com certeza, meu aval de soltura espiritual,
 É descançar, escrever, assistir e ler, no meu feriado de carnaval.

19.01.13 - Te peguei!

Ressalto a nudez,
Contida neste "bom dia".
Cores vivas, flores mortas,
Manhã quente, emoção fria.
Não digo nada,
Ninguém diz.
Mas lembramos,
Da canção que fiz.
Coca-cola, tabaco e culpa,
Culpa de que? Da enganação.
Satisfação depois exaustão,
Se vista, estás nua.
Declaração na cama,
Descaso no colchão.
Diz que me ama,
Solto um bufão.
É momento e nada mais,
Se é galhofa tanto faz.
Mentira, dor na alma traz,
Confesso, irei embora pro cais.
Três salvas de tiro,
Meu precioso sete de setembro.
Não combina contigo,
Nem comigo, sou independente.
Sou saliva solta,
Memória vaga,
Nó na orelha,
 Fio de cabelo.
Bicho solto agressivo,
Malaco, pilaco, intuitivo.
Filho da sombra sem umbigo,
Mente caótica, pensar opressivo.
Terror nos lábios,
Ser sem amigos.
Tequila, Margarita, Tacos y Nachos,
Genérico do claro.
Filho do real,
Primo do Surreal.
Irmão da ética,
Mas amante do bacanal.
Sujo de pensamento,
Exalo miasmas no flerte.
Sou o jogo pútrido do homem,
O amante sórdido em devaneios indecentes.
Sortudo, mas chulo,
Esperto e maligno,
Iludista puro,
Purista ilusório.
Ilusão de pureza,
Pura ilusão.
Mensagem cifrada;
Você está na minha mão.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

07.09.13 - Sete de Setembro

 É choque e borrachada.
 Ódio geral.
 Cheiro químico,
 Spray preto fosco.
 Porrada é punição.

 Sadomasoquistas existem,
 No Brasil são 200 milhões.
 Não sentimos prazer pela dor.
 Mas é constante,
 É diária.

 É costume o sofrimento,
 Um sofrimento, de costume.
 Miséria é tradição,
 E TV na sala também.
 Nós nos alimentamos de reclames.

 Eu, particularmente de:
 Futebol, novela, carnaval.
 O que sobra é paz,
 Na ignorância.
 Quem pensa demais é infeliz.

sábado, 7 de setembro de 2013

Sete de setembro, arte nos muros e Boss nas ruas



07.09.13 - Tira, fitilho, laço...

E eu que sempre achei que dar flores fosse sinônimo de cavalheirismo.
Ainda bem que essas viagens só passam e não ficam.
Se ficassem, mais tarde me causariam enjoo,
Queimação, azia e mal-estar.
Mas deixa estar, por que o que não é pra acontecer vai passar,
A dor que tu acha ser maior há de cessar,
e o final está mais próximo que tu achas.
Por incrível que pareça, cada momento vivido vira lição,
Toda sessão executada é assistida por multidão,
e muito, mas muito raramente tu serás aplaudido.
Segue anexo o meu pedido, SIGA SEU CAMINHO!
Achei que o momento era um pedaço de um capítulo.
Achei mal, pensei feio, errei rude e parei no meio.
Dei a cara a tapa e falei o que não devia.
Deixei a mostra o verdadeiro sentido do clube do bolinha.

03.09.13 - Vale Verde

 Este amor é paixão mútua.
 Dai-me fervor e te deixa maluca.
 Sentindo seu cheiro a beijo e te deixo nua.
 Quero acariciar e lamber essa sua,
 Molhada, carnuda e tão bela vulva.
 Apaixonei-me por ti logo na perscruta.
 Não fora de repente que gravei sua imagem una.
 Foi aos poucos que me vi te tornando única.
 Se perguntarem estou satisfeito com uma.
 Se me questionarem eu defendo a honra tua.
 Assim como você, não existe nenhuma.
 E "ai" de quem disser que encontrou alguma.
 Impossível mesmo é te perder e ser leve como pluma,
 Pois ficaria com a cabeça cheia de culpa.
 Você em mim é o meu pecado da gula,
 Minha avareza, minha ganância e luxúria.
 A você, não poderia lhe presentear seu valor nunca.
 Este pobre coitado só pode chorar esta folha suja.
 Porém, ele sabe que, antes que o poema sucumba,
 Não pode deixar de falar sobre sua astúcia,
 Que o prendeu de início e deixara-o enjaulado como uma cacatua.
 Mas se deixares, princesa, ele voará para Araruna.
 Entretanto, caso em sua vida você o inclua,
 Ele deixará de viver pra rua,
 E viverá em suma
 Existência.
 E será seu!

02.09.13

 Ninfeta morena me deixou sem rumo.
 Olhei pros teus seios e fiquei mudo.
 Me negaste a prosa dos lábios no barulho,
 Da bebibda ao porte, portando alto sex appel,
 Me hipnotizou no decote, me frustrou com dotes,
 Eu abalado assim ninguém mais viu.
 Só tu, que rebolando foi me conquistando,
 Me deixando maluquinho, com seu corpo bem feitinho.
 Contigo a cena é outra, corto pra 18 e sugo mel da sua boca.
 Te deixo louca, na minha mão.
 Deve ser por isso que não se dá o luxo de cair na tentação.

 Seu cheiro me instiga, me deixa na brisa.
 Me mostra aquela sua escondida tatuagem que eu chupo até a tinta.
 Te abraçando bem juntinho,
 Com as mãos bem perto do seu umbiguinho.
 Se estou sozinho contigo não sobra doce,
 Não sobra charme,
 Falta livre arbítrio,
 Ostento estilo,
 Da pegada desencanada que maltrata e te relaxada como uma massagem tailandesa que lhe arranca suspiros.

31.08.13 - Pela Rua

 Isso é minha vida,
 É muito mais que esporte.
 Pode soar até clichê.
 Mas é a única coisa que faço,
 Dou o sangue, o meu melhor,
 E não espero retorno e nem conto com a sorte.

 Em cima das quatro rodas,
 Encontro meu norte.
 Sigo o vento sem olhar pro umbigo.
 Corro pra bem longe sem gasolina,
 Sem queimar borracha,
 Apenas com a força da gravidade.
 Sobre a prancha eu sou forte.

 Eu acordo pensando em skate.
 Respiro e vou dormir pensando nele.
 Um ponto de encontro da mente,
 Uma âncora no consciente,
 Uns grãos de vitória na minha história.
 Para mim: no skate um role, no café preto um corte.

29.08.13 - Sabujo

 Leram durante a tarde toda,
 Com decepção na front e torcendo a boca.
 Não viam ali sentido algum.
 Liam capítulos, versículos...
 Só não leram mais por que só havia um.

 Questionaram-se sobre o antigo,
 E indagaram o novo testamento.
 Era mais claro pra Johnny,
 Voltar com Lisbeth para Sacramento.
 Era como uma obra de arte abstrata.

 Entalhado em couro legítimo,
 Com letras douradas na capa e páginas de papel pólen.
 O livro sagrado - de tão bem cuidado - não parecia ter sido criado por um homem.
 Era esteticamente maravilhoso.

 Mas o jovem casal não compreendia.
 Porque algo tão inofensivo quase não existia?
 O que tinha de mal neles,
 Não é tão ruim assim como dizem, não há poderes.
 "A magia não existe, não sei por quê proíbem."

 Na varanda da casa ouviu-se estalos,
 "Nos delataram" disse o marido acuado.
 Tentaram correr pelos fundos,
 Mas a polícia armara uma cilada.
 Foram presos e condenados por conspiração à pena de morte.

19.08.13 - Ela

 Eu não quero mais,
 Pode ir embora.
 Me dá nojo quando me toca os lábios.
 O seu cheiro impregna minhas roupas, meu cabelo...
 Antes era um prazer sem igual,
 Estar e tomar um café contigo.
 As vezes, até rolava uma cervejinha.
 Um encontro casual à três...
 Depois de algum tempo,
 Tratava de te mostrar aos outros,
 Deixava tocar meus lábios em público,
 E nada mais me importava.

 Agora me importo.
 Me importo com minha saúde, comigo...
 Me importo não só contigo, mas comigo.
 Você me faz um mal,
 E não mais quero voltar a vela.
 Se só assim podemos continuar,
 Então não quero mais tê-la pra mim.
 Tu acabaste com minha saúde, meu dinheiro, minha juventude.
 Meu fôlego fora embora... embora.
 Sobraste só a saudade de ti.
 Mas sou forte, persistente.

 Ainda não sois livre.
 Sinto falta...
 Mas você não faz mais falta em mim.
 Quero que vá, e peço que se retire agora!
 Vá brincar com outros lábios,
 E me deixe boiar no oceano de pensamentos.
 Fugirei de ti numa leitura de Bradbury,
 Ao som no Labirinto, de Incendiários na Anatema.
 Ficarei internado no covarde conforto.
 Não torne a voltar!

 Serei um atleta ao skate.
 Mais forte nas decisões.
 Preciso nos trotes nos caminhos sinuosos.
 Estou pronto para encarar os sintomas.
 Encarar a abstinência. O problema.
 Não vou virar as costas pras coisas.
 Nem deixar em branco os dilemas.
 É tudo novo.
 De uma tonalidade rubra intensa,
 Pulsante e muito viva.
 Vá embora!
 Não quero tornar a vela nunca mais, Nicotina!

13.08.13

 Mais uma madrugada fria.
 E eu, que vivia sem rotina,
 Estou fadado ao fracasso.

 Estou fazendo o que não faria.
 Sentado à TV, penso,
 Me esclareço e nada floresço.

 Os erros me levam a estaca zero.
 Como velhas falhas que abraço,
 Me questiono se prossigo.

 É chato, chato...
 Uma nova velha história,
 Me encontrara no início.

 Mas se fosse propício,
 O momento valeria, a escrita falaria,
 E neste momento eu fugiria de mim.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Videosia" - Egô Mazô



Primeiro vídeo do projeto Videosia", que visa criar uma extensão artística entre a escrita e o áudio visual. Para mais informações, assista.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

12.08.13 - O Cavaleiro Solitário.

 O Cavaleiro Solitário voltou,
 mas desta vez num cavalo branco.
 Todos os moradores do vilarejo,
 não estavam com medo de serem degolados.
 Estavam espantados!
 Nunca o Cavaleiro Solitário trocara sua montaria.
 Aquilo era estranho, e Glenda disse:
 "Não achei que o faria".

 O cavaleiro atravessou,
 com seu cavalo em trotes,
 a rua Rosseau.
 Estendeu a mão a donzela,
 e como quem tem olhos, olhou pra ela.
 A nuvem negra dentro de seu elmo,
 com ar mortífero e odor de ferrugem e bandagens,
 trazia além do torpor fúnebre, um nefasto elo
 entre o amor e o horror.
 Su'alma flertava com o mórbido sedutor.
 Tuas mãos, de metal frio,
 Estenderam-se a vida toda para alcançar com lâminas,
 os pescoços de belas damas.

 Desta vez, apaixonado por sua vítima,
 a convidara para cavalgar.
 Glenda, receosa, pôs-se a se explicar:
 "Tenho que fazer comida e... da casa devo cuidar,
 e além do mais, nem sei aonde essa cavalgada irá me levar."
 A voz rouca e ríspida emergira das profundezas,
 como se um vácuo nascera no oceano:
 "Vem, e veja com os próprios olhos".
 Glenda recusou e desviou os olhos.

 A ira do Cavaleiro Solitário foi como nunca antes vista.
 Não matara apenas virgens como o habitual,
 mas velhos e velhas, crianças e prostitutas.
 Todos que estivessem aos olhos da ira sua.
 Nada mais, naquele vilarejo,
 havia parado em pé a sua frente e sobrevivido.
 A não ser Glenda, que fora sido contra teu desejo.
 Mas por que?
 Por luxo, vaidade... até hoje nada se sabe.
 Mas dizem, que até meados de sua morte,
 Glenda vivera só, sem nenhum homem.
 Pois todos seus pretendentes sucumbiam á ira da lâmina,
 de amor reprimido e não correspondido,
 do solitário Cavaleiro Solitário.

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

09.08.13 - A ferida Narcísica

 As musicas já não têm o mesmo sentido pra mim.
 Os tons de cinza depressivo, não estão mais frios que eu.
 As fotografias coloridas me causam nostalgia,
 me colam junto ao acento e me dão tédio.

 As garotas de antes não causam mais despertar nos olhos.
 As novas mulheres que olho não me conquistam mais.
 Os olhares dispersos me levam a meio segundo de euforia,
 e após tornam a cair na mesmice.

 O que é viver e não sobreviver?
 A resposta que antes me parecia tão simples e majestosa,
 me causava orgulho em ditar aos ventos a formula mágica.
 Mas agora, calado diante o mundo, não me desperta vontade retórica.

 Algo além das dívidas financeiras estão tirando-me o sono.
 Algo além das promessas do cotidiano me fere o orgulho.
 Algo muito mais além do que se pode ver,
 admitir ou responder, está me perseguindo como um espírito mau.

 ...

 Meus dedos não têm vontade de criar novas histórias.
 Meu coração não tem olhos pra mais ninguém além de minha ferida narcísica.
 Minhas convicções deixaram de existir, minhas ambições também.
 Não tenho objetivos na vida e nem vontade de percorrer, espero uma carona.

 Espero alguém por quem parar, diminuir o ritmo.
 Alguém pra acompanhar o raciocínio lento e desajeitado,
 vago e sem ponto de fuga, destemido pras coisas erradas.
 Alguma que acompanhe de vez os meus olhos quando este as percorre.

 Seria eu um ser dependente de carinho?
 Acho que a resposta está muito adiante do que se vê.
 Talvez no passado, talvez no presente.
 Talvez erros do passado, talvez contínuos erros do presente.

 ...

 Sinto nojo de mim, deitado o dia todo nesta cama de flagelos.
 Esta espelunca do meu quarto que mistura odores de tabaco,
 roupas sujas no chão, latas de tinta e esporros me dão enjoo e conforto.
 Mas não me conforto, só me conformo que está tudo fora de controle.

 Minhas coisas, meus móveis, meus utensílios refletem minha desorganização mental.
 Quanto mais esqueço-me de barbear-me, tomar banho, escovar os dentes,
 maior é a decepção comigo mesmo refletida pra todos.
 Eu não me importo, nunca me importei, mas a ferida narcísica foi cutucada.

 ...

 Eu que tanto abomino a vaidade e o status quo, estou imerso nesta merda.
 Preso até o pescoço pelas cordas da aceitação e a procura louca e desenfreada,
 de martírios e consumismo, para encontrar desenfreadamente por uma.
 Mas se eu a encontrasse, seria desastre, pois ela estaria amando o meu ego e não a mim.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Os desajustados...

 Se te derem papel pautado,
 escreve de trás para frente.
                                            Juan Ramón Jiménez

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

01.08.13 - Dorminhoca

 Tive tudo com você,
 flores, céu, mar...
 Peguei muito bem,
 e até adormeci contigo.

 Quis lhe dar mar,
 flores, céu e o fel.
 Brindei só, a minha cachorrada,
 e degustei todo o mel.

 Contei a todos sobre o voo,
 zarpei o navio direção aos ventos.
 Contornei seu coração de sobrevoo,
 e o deixei solto só, no pântano.

 Causei estrago e não,
 quase nada te valorizei,
 e fiz de vez,
 o decreto final do sofrimento.

 ...

 Hoje te valorizo bem,
 me culpando de tanto mal...
 Pedi, supliquei aos céus uma chance,
 pensando que um dia a teria volta.

 Que brecha que dei!
 Pensei que fosse o rei.
 Achei, depois de tudo,
 que tu virias com um presente.

 No presente, presumo,
 calado diante de versos de resumo,
 que encontrarei algo real.
 Quem dera tudo fosse um sonho.

 "Saismodê", solta tudo de tudo,
 e de tudo sobra um pouco.
 Me cobra rouco,
 preso mezo, meço e louco solto,

 crio frases de impacto,
 contando mil fitas das eras.
 Nem ela que tanto sofreu,
 pensou em mim como a espera.

 Tanto falta frases queridas,
 que há muito tão esquecidas,
 penso em guardar todo torpor,
 mágoa e rancor, para sempre.

 ...

 Que louco, este bêbado insano.
 Falando consigo mesmo do passado,
 pensando que poderia corrigir
 um velho grande erro.

 Que lindo desfecho,
 eu solto em cerveja,
 escrevendo merdas sentimentais
 e pensando em revê-la.

 Que mal me fiz,
 só pensando em meu nariz.
 Tão velho sou,
 com alma pútrida,

 que ao menos me sobra bondade.
 Nem vivo, nem morto,
 nem espírito e álcool me salvam.
 Nem meu amigo caderno,

 que tanto eu prezo,
 me representa na defesa,
 na proteção, que seria sem nexo,
 pode parar esta dor imensa.

 Saudades, ...

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Por Isso Corro Demais


Se você vivesse sempre
Ao meu lado eu não teria
Motivo prá correr
E devagar eu andaria
Eu não corria demais
Agora, corro demais
Corro demais
Só prá te ver
Meu bem!...

Filipe Catto - Saga


Andei depressa para não rever meus passos
Por uma noite tão fugaz que eu nem senti
Tão lancinante, que ao olhar pra trás agora
Só me restam devaneios do que um dia eu vivi

Se eu soubesse que o amor é coisa aguda
Que tão brutal percorre início, meio e fim
Destrincha a alma, corta fundo na espinha
Inebria a garganta, fere a quem quiser ferir

Enquanto andava, maldizendo a poesia
Eu contei a história minha pr´uma noite que rompeu
Virou do avesso, e ao chegar a luz do dia
Tropecei em mais um verso sobre o que o tempo esqueceu

E nessa Saga venho com pedras e brasa
Venho com força, mas sem nunca me esquecer
Que era fácil se perder por entre sonhos
E deixar o coração sangrando até enlouquecer

E era de gozo, uma mentira, uma bobagem
Senti meu peito, atingido, se inflamar
E fui gostando do sabor daquela coisa
Viciando em cada verso que o amor veio trovar

Mas, de repente, uma farpa meio intrusa
Veio cegar minha emoção de suspirar
Se eu soubesse que o amor é coisa assim
Não pegava, não bebia, não deixava embebedar

E agora andando, encharcado de estrelas
Eu cantei a noite inteira pro meu peito sossegar
Me fiz tão forte quanto o escuro do infinito
E tão frágil quanto o brilho da manhã que eu vi chegar

E nessa Saga venho com pedras e brasa
Venho sorrindo, mas sem nunca me esquecer
Que era fácil se perder por entre sonhos
E deixar o coração sangrando até enlouquecer


Filipe Catto, letra de Saga.

30.07.13

 Gênico, é o meu raciocínio quando alguém me mostra algo novo e interessante: ajo naturalmente, como se visse isto todos os dias.
 Faço cara de conteúdo e solto um " legal". Eu sou muito arrogante...

30.07.13

 E o brilho do Sol,
 me fez parar pra mim.
 Olhar meus erros,
 diminuir meu ritmo.

 Observei com calma,
 que estava indo rápido demais.
 Estava sem alma.
 Foi tudo automático, sem sentimento.

 Só sobrou uma porção de ideias,
 expectativas e ansiedade com a quinta.
 Pra mim não sobrou nada,
 a despeito de hoje, pura ansiedade.

 A respeito da goianiense,
 só há incerteza.
 A respeito da itaquaquecetubense,
 incoerência e carência.

 A respeito da mogicruzense,
 pura surpresa,
 beleza-pura,
 e pura beleza.

 A ferrazense me deixou inquieto...
 Viajou quilômetros a pé,
 tudo em direção ao Sol.
 Me deixou com o paladar seco.

 A suzanense sumiu,
 mostrando-se dona de uma malandragem,
 muito safa e ágil,
 que me transportou do ódio pro amor.

 E o sabor que tenho,
 não foi fornecido.
 Não foi apreciado.
 Só temido.

22.07.13 - Prego do Subúrbio

 Abri meu peito,
 mostrando sentimento.
 E tu, que já dera a rosa,
 apontou meu erro.

 Falhei, deixei escapar
 das mãos.
 A tua rosa que era minha,
 recusei sem intenção.

 Eu sou um prego,
 um prego do subúrbio;
 Nasci no caos,
 e só aprendi a tomar na cabeça.

18.07.13

 Sua pele branquíssima,
 em contraste com seus lindos cabelos negros,
 é a razão de minha raríssima,
 e quase ausente, olhada ignorando os seios.

 Seu caminhar ignora o caos
 contido neste subúrbio,
 e me leva em direção aos céus,
 antes mesmo de ti conhecer.

 Imagino eu,
 que moça tão bela, Deus,
 fizera na Terra e que,
 mais bela não ha de ter.

 Se houver, por favor,
 não me mostre ou será um caos.
 Todo meu platônico amor,
 causa-me dor, e me mantém humano.

 Mas creio que,
 conhecendo-te,
 perderá o encanto.
 Afinal, a imaginação cria,
 e nós destruímos.

18.07.13

 E se os pássaros esquecidos voassem pra cá,
 e se todos os ventos soprassem á favor?
 e se minhas verdades fossem reais,
 e se eu fosse eternamente jovem,
 Eu seria triste ou descontente?
 Insatisfeito ou entediante?
 Seria ou deixaria de ser?
 Oque ou quem sou?
 Sou quem?
 Aquele?
 Esse?

 Nada!
 Sei nada,
 de nada sei!
 Mas eu não sei!
 Parece que sei de tudo.
 Parece que tudo é velho,
 Mais nada me tem o sabor.
 Quanto mais falta, mais amigos.
 Quanto mais tenho, menos consigo.
 Quanto mais eu fujo, mais me encontram.
 Quanto mais as pessoas me odeiam, mais me amam.

18.07.13

 Não sei se aquela mãe perdeu o emprego. Parece, Sua solidão me chamou a atenção. Pensativa, muito dispersa, ela vira espectadora dos automóveis.

 No rádio um ídolo falecido. Os pensamentos viajam por um novo mundo.

 Oque há de haver no meu caminho?
 Mais incerto que meu futuro, só ele mesmo.

18.07.13

 Tão belos são seus cabelos sobre os ombros,
 que caiu na besteira de achar que com você posso.
 Tão simpática e sagaz é sua personalidade,
 que faltam represas para suportar litros de delicadeza.
 Minha vida sem tua presença é como minha alma;
 dói sempre, quase que constante, provocando estresse e irritação,
 mas acima de tudo, é uma tortura suportável.
 Pois há tanto tempo me encontro no escuro, que nem me lembro da luz.
 E tua luz, limpa e clara como só ela é,
 ilumina não só meu corpo, mas traz luminosidade á minha mente.
 Hoje é dia, mas por enquanto.
 E o que será de mim quando a luz se extinguir.

terça-feira, 30 de julho de 2013

16.07.13

 E aí, otário,
 valeu a pena?
 E ela, ficou do seu lado?
 Me parece que saiu de cena...

 Olhe pra trás, e veja tudo que me fez.
 Roubou os olhares, chamou a atenção,
 destruiu uma amizade que anto se fortaleceu.
 Agora riu, riu mesmo, de verdade.
 E riu ainda ao descobrir que o corno da vez é você.

15.07.13

 O rock é vivo dentro de mim.
 A alma dele percorre cada um de meus dedos,
 e corre cada centímetro de infelicidade.
 Só se pode sentir o rock, quando
 sua mente e sua alma,
 estão de portas abertas a recebê-lo.

 A vivacidade é só então celebrada, quando
 sua mente limpa, permite.
 Só quando o rock é convidado a entrar.

17.07.13

 É fato dizer que,
 ser odiado, é questão
 a se discutir.
 Mas para ser,
 só é preciso não querer.

07.07.13 - Very Cold


02.07.13 - Dear paper

 Este papel, é dos meus amigos o mais fiel.
 Peço que se o encontrar, trate-o como um ser.
 Ele é ótimo ouvinte, e excelente contador de histórias.
 Não te procura por interesse, e não teme a sua honestidade.

02.07.13 - "A arte chora"

 A arte chora,
 o céu se apavora.
 A noite abraça,
 a violência lá fora.

 O cigarro enaltece,
 a grama pendente,
 de arte subjacente,
 no subconsciente.

 O escritor para,
 o ego acorda,
 a escrita corre,
 madrugada afora.

 Com tudo parado,
 com todos dormindo.
 Com um feliz parto,
 minha prima sorri.

 Eu só peço, Pai,
 que cuide deste filho.
 Peço que o abrace
 bem, junto ao umbigo.

 Pois o ar me falta,
 só de pensar que amor falta,
 neste violento insano mundo,
 que ha tanto nos apavora.

 Pois do lado de fora,
 no centro, nos lares e bares,
 há ares, que não tarda nem demora,
 a causa sem razão de punição.

 Pai, sabes que não sou
 de teu mais virtuoso filho.
 E que não rezo os dias,
 para contigo. Mas entende.

 Compreende o apreço,
 das lágrimas simbólicas,
 das emoções de outrora,
 que derramo em pensamentos.

 Peço que cuide,
 deste filho teu.
 Que também é meu irmão,
 e recém-chegado é, em meu coração.

 Bons sonhos, criança.

Trabalhando no Dia do Trabalho


02.07.13

 "Pé-atrás" é precaução, não covardia.

02.07.13 - "Arte chora"

A arte me pediu ajuda? 
 "Arte Chora"

 Eu nunca ouvi a arte me chamar.
 É sério, eu a ouvi.
 Ela falou tão alto comigo,
 que não teve como não escutar.
 Ela me disse coisas,
 não são segredos mas são secretas.
 Me mostrou caminhos obscuros da arte,
 que têm um sabor subversivo.
 Eu me vi em devaneios de tinta,
 no alto de edifícios,
 com os dedos sujos de tinta,
 tentando saciar um vício.
 Me vi deixando marcas nos muros,
 hematomas no município.
 Me vi fazendo revolução da arte.

 Sonhei acordado nesta noite clara,
 acorrentado nos cobertores da "cidade joia".
 Me vi nadando nos lençóis chuvosos,
 de um domingo triste e cinza,
 sem arte, sem nada.
 Um domingo frio como o frio que aqui faz.

 Me vi documentando,
 palestrando,
 criando a história, e compartilhando,
 esta subversiva e notória arte das ruas.

 Agora, me vejo na chuva,
 com papel e caneta,
 desenhando letras pingadas,
 lágrimas escritas,
 com referências distintas há muito esquecidas.
 E ouvi a chuva... A chuva,
 um carro derrapar,
 senti cheiro da borracha no asfalto,
 úmido asfalto,
 soar como o som da única arte subversiva que é ouvida,
 assistida e aplaudida no meu país;
 A violência.

 Ouvi a violência, o descaso,
 o rancor,
 a maldade e a dor.
 Ouvi a minha cidade chorar.
 Assisti a minha cidade gritar por socorro
 e cair em prantos em meio ao caos.
 Ah, como chove... como chove.

28.06.13 - "Lobo Solitário"

 Quero ficar só,
 mas só, eu sinto tanta saudade...
 Sinto saudades dela,
 da outra, daquela, a mesma,
 das poucas, das outras.

 Já não sei por quem choro,
 e nem de quê choro.
 Acho que choro pra ela,
 pra outra, pr'aquela, pra mesma,
 pra poucas, pra outras.

 Sinto saudade, não falta.
 Me dói o coração, pensar
 o que a gente, eu e ela,
 ou eu e a outra, talvez aquela, ou a mesma,
 uma das poucas, ou alguém das outras, poderíamos ser.

 Me dói tudo, me parte tudo.
 Quebra tudo, não sobra nada.
 Mas não fere, só arde.
 É culpa, é medo,
 é vontade, é desejo,
 é peso, é remorso,
 é vida, é matilha.

 É tudo isso, e não é nada.
 É parte, em parte metade.
 É quase.

 Mas ainda é dor,
 que como um sino, só te lembra
 quando toca, quando badala.
 É, também, sujeira,
 contudo, sujeira que traz nojo.

 Aí tudo se vai,
 e não sinto mais nada.
 E nem me lembro que machuquei ela,
 nem a outra, nem aquela, muito menos a mesma.
 Nem me lembro das poucas, nem das outras tantas.

26.06.13 - A valsa do "Hisingen Blues"

 Oh, anjo da morte,
 toque meus lábios com os seus,
 e vamos dançar a noite toda.
 A valsa da morte é tão linda nesta época do ano...

 Drops em pontas de línguas,
 línguas de fogo,
 dum calor vulcânico derretendo tudo.
 Causa, reação, não importam se tu consegues valsar a noite toda.

 Oh, Lúcifer, me abrace.
 Já pequei e peco tanto, que meus pecados já me deram crédito.
 Os chips sempre existiram, invisíveis,
 é uma grande dívida que não sabíamos que possuíamos,
 é uma grande porta de problemas que implodimos.

 É físico,
 é tátil,
 é rude.
 Oh, anjo da morte,
 me leve aos campos de rosas vermelhas como sangue,
 para meus lábios hemorrágicos dançarem a noite toda.

 Oh, Lúcifer, sou verme,
 sou lixo, suor, coração e carne.
 Me conceda esta dança sem volta, com passagem de ida á seu coração.
 Me entorpe os lábios, me entope os lábios...

segunda-feira, 29 de julho de 2013

26.06.13 - A culpa é de quem?

 Agora me vejo em meio ao fago cruzado, duas mulheres querendo uma parte de mim. Os opostos me seduzem com propostas e fazem planos. Eu nada vejo, nada ouço e nada falo.
 Está tudo oculto, assim como o sentimento. Nada está no tato, tudo está no ar, ainda estamos no primeiro ato.
 A trilha sonora já não importa, a cena é composto]a por dois cães se encarando no meio do deserto, e apenas um lobo entre eles. Nenhum dos cães nota um ao outro, apenas o lobo, que é o único que a todos vê.
 O futuro é incerto, e me causa náuseas só de pensar. É estritamente impossível controlar-me. Sou bicho-solto, algo do relento, sou tormento em paz, sou a paz do teu caos.
 Não sou presente, nem parte de um futuro; me abrace e estará abraçando o passado. Eu sou passado, sou esquecível, sou desprezível, sou luxo e raridade, um misto de carinho e crueldade.
 Sou aquele, certo incerto, que não ri e também não descorda. Trago a corda, ofereço ajuda, mas não a prendo bem, solto nem, e fico livre, ileso, são e desprendido.
 Eu sou sem dono, não sou cão, sou lobo. Repito frases feitas e tenho muito swing, um puta jogo de cintura. Sou admirado por quem não me conhece, e quem me conhece, ou é amigo ou inimigo.
 Traiu minhas próprias convicções e lhe trago as emoções, lhe jogo rosas mas não as colho. Eu as ignoro, as esqueço; nem prantos nem lamentos me seguram, eu sou selvagem.

 São todas vocês que me fortalecem e me enfraquecem.

20.06.13 - "Escravo de 4 letras"

 É sábio dizer que,
 não ter dono, é ser livre.
 Mas vendo, além do que se vê,

 não queremos ser livres.
 A carta de alforria,
 nos dá a liberdade tão querida.

 Mas há a falta de moradia,
 a falta de certeza de comida,
 falta do calor da carvoaria.

 Também há vantagens.
 Temos alta procura de fazendeiros,
 mas, também, capitães do mato e arruaceiros.

 Já sei! A resposta está na senzala;
 lá sou preso, castigado, explorado;
 mas o meu canto, eu sei que está reservado.

19.06.13 - 20.06.13 - "O vazio da arte"

 Não há formatos, nem existem provisões, apenas o nada. O vazio na criação apenas existe, não é opcional e nem vem de supetão, ele está lá.
 O vazio cresce com a falta de criatividade.

 O vazio é uma raposa; o vazio é uma vingança; o vazio é um câncer; o vazio criativo é um ninja disfarçado de solução, de cura, disfarçado de formato pronto pra nos enganar pelo caminho mais simples.
 Arte não tem formato, padrão, formato... Quem têm são as pessoas que criam, que formam, que fazem.

19.06.13 - Egô Mazô II

 Estou, neste momento, num turbilhão de caos.
 Quanto mais eu tento sair, mais eu afundo.
 Já perdi a rota da navegação, me perdi do grupo, enfim...
 Tudo está mais e mais difícil, e a culpa, é só minha.

 Me imponho dogmas, crio barreiras, falho com minhas promessas,
 ou crio as que não posso cumprir; só pra me distanciar.
 Não tenho paz, e é tudo por minha própria cegueira.
 Minha distância do real, meu ego inflado.

 Pensando bem, a culpa é de vocês que inflam meu ego.

17.06.13 - Think Different



 Isto é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os encrenqueiros. Os pinos redondos em buracos quadrados. Os que enxergam as coisas de um jeito diferente. Eles não gostam muito de regras. Eles não respeitam o status quo. Pode-se citá-los, discordar deles, exaltá-los ou difamá-los. A única coisa que não se pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles empurram a raça humana para frente. E, enquanto alguns os julgam loucos, nós os julgamos gênios. Porque as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo... são as que o mudam.

 Steve Jobs por Walter Isaacson
 Pg. 346 - Pense Diferente.

Vanguart


12.06.13 - Egô Mazô

 Não me entenda mal,
 mas não gosto de ti.
 Pode cricar, espernear,
 pois oque digo é irreversível.
 Você mata a minha criatividade.

12.06.13 - Egocêntrico

 Olha como eu cresci, mamãe.
 Seu garoto virou um homem,
 viril, educado e modesto.
 Cheio de vivacidade.
 Esbanja beleza por onde passa,
 solta palavras ao vento,
 distribui elogios e conselhos.

 Eu, mamãe, sou aquele, o falado,
 o centro das atenção.
 Sou o queridinho de todos,
 o presente das garotas debutantes.
 Sou metade praia, metade parque.
 Eu tenho um carisma que faz inveja.

 Você criou um monstro, mamãe!

08.06.13

 Ela olha,
 eu esquivo.
 Eu esquivo,
 ela olha.

 Eu olho,
 ela esquiva.
 Ela esquiva,
 eu não noto.

 Eu passo
 o olho e nada.
 Ela passa
 o olhar em nada.

 Não há nada,
 mas sinto.
 Sinto nada,
 ...

07.06.13

 Minha cabeça é como um tornado que vem do leste sendo narrado pelos radialistas, causando estragos em cada província e despedaçando casas quando toca o solo.
 Quando toca o oceano, ...

07.06.13 - R r R r R r R r...

 Queria te ver,
 te tocar,
 te amar,
 te beijar.

 Te soprar,
 te abraçar,
 semear e
 florescer.

 Construir,
 empreender,
 fortificar,
 fortalecer.

 Defender,
 proteger,
 cuidar,
 amar.

07.06.13

 Meu coração é um poço fundo solitário; poucos chegam até o fim, e quem chega sai corrompido. Nele há trevas, rejeição, rancor, amargura... e todos estes sentimentos são sexualmente transmissíveis.
 Não há cura, não há razão, só evasão.
 Nem passos largos, nem toques curtos. Nem nada, nem você, e nem eu.

04.06.13

Sem pressa,
vai com calma.
Jajá volto,
daqui a pouco tem cama.

Poema das aspas" - por Mileide Almeida

Ai amor aí não...
"   "    "    "    "
"    "    "
"  "
" ...

29.05.13 - Charles Manson & Karla Homolka

Informa a arroba,
e tiro sua roupa,
causando-me um enorme bem.

Solta na coma,
os lençóis e o pijama,
fazendo a cabeça de quem?

Eu que achava,
que eras só minha;
eu que tentava,
tomá-la pra mim.

E eu que podia,
mas só na alegria,
curtir a iguaria,
dos teus lábios, quem?

Tentara me informar,
abrir meus olhos,
mas tudo levava a voltar.

Caía no choro,
vivia da outra,
só pra ti não encontrar.

Quando distante,
saía e cantava,
fazendo os olhos,
pras outras brilhar.

E não resisti,
de recordar de nossos momentos,
onde a vivência baseava-se
em nunca mais retornar.

Um dia acordei,
e vi a peçonha,
de quem viera gorar.

Disseram que eu,
saía com marte,
e tudo o mais pra difamar.

E no fim sucumbi,
caí em cima de mim;
Sorri o passado com tom amarelo,
e pedi pra que viesse até mim...

Mas sei que não vêm.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

28.05.13

 E Teco, levantou sem vontade de viver,
 sem vontade de caminhar e sem vontade de trabalhar.
 Não queria arrumar seu quarto, estava cansado.
 "Cansado de viver" dizia, "Dá muito trabalho".

 Oque mais fazia, era ligar o modo automático;
 Sorria, acene, coma e beba;
 Assim, aos olhos normais ele era normal,
 Como todos os outros a sua volta.

23.05.13 - L.G.

 E veio, vaga, a lembrança do estertor.
 Me causou um gosto de beleza e vontade.
 Passou-me seus olhos de lupa pela minha mente,
 cricou uma vontade de você no ínfimo, no âmago da minha mente.
 Mas é tão maligna a crença dum pecado que em tão pecado é,
 a crença de que amigos não podem cobiçar de tal forma,
 que me afogo em dúvidas e faço alusões ao que pode acontecer,
 ao que minha mente torna, acha, presume ser inevitável.
 Infinitas possibilidades, infinitos argumentos que podem me justificar.
 Infinitos argumentos, para com meu bom e velho, que podem me prejudicar.
 Mas há argumentos que podem nos estabilizar.
 Nos levar ás margens da responsabilidade.
 Nos trazer aos ventos mais puros que a praia do amor pode nos presentear,
 Criar companhias cinéfilas do cult, do moderno, do artístico...
 Brindar alguma bebida que há muito não bebo.

23.05.13

 Olha só, quem volta!
 É a fome que torna,
 que volta a gritar,
 e teme não se saciar.

 Olha o breve espasmo,
 A epifania pós descanso.
 Aquela fome me apavora
 me fazendo questionar.

 Fome de um futuro,
 de algo palpável,
 e uma sede de goles,
 de goles em profundo estudo.

 Sede, fome de saber.
 Vontade do sólido e
 crença no provisório.
 Eu, constantemente, me mato.

21.05.13 - Imagine só

 E se o Brasil não fora sido colonizado pelos portugueses,
 e se o Brasil não fora colonizado por ninguém,
 e se nós não fossemos explorados, e sim enriquecidos,
 cresceríamos crendo nos deuses indígenas?
 Kawii, Deus do Sol, etc...
 Seria interessante, talvez mais original.
 O bumba-meu-boi teria mais sentido,
 e os evangélicos seriam banidos, ou não.

 Ser evangélico seria punk.
 Ser católico seria vintage.
 Ser zen budista seria cool.
 Ser judeu seria burguesia.

 E as histórias de terror?
 E como seriam as lendas urbanas?
 Seriam boas também as referências televisivas,
 onde os vilões seriam os europeus, em especial os portugueses e ingleses,
 e não os políticos, os gatunos e os malandros.
 Imagine a literatura...
 Falaríamos de praias no sertão, de cachoeiras em Guarulhos,
 de campings em Poá, e valorização de nossa água mineral.