Hoje é dia,
de enfrentar o mormaço,
estalar de dedos,
instalar no peito,
a emoção contida lá fora.
Trazer adentro o espaço curto,
curto espaço de mudo,
falando mudo,
deficiente auditivo que mais ouve,
do que fala coisas condizentes.
Trazer pra gente,
a arte urbana pra "nois",
soltar sem boca a voz,
contida displicentemente,
no cara que tem em mente,
propagar o BOSS!
É hoje,
esta noite,
mais um ataque lírico,
de arte ilícita,
e por a prova os riscos,
e medos dos bancados por ricos.
Estatelar,
aprovar a batida,
esbaldar a minuta,
no caderno contida,
no peito intrínseca,
e que só sai ativa.
Tsss... da lata,
clack da arma,
"weeeow" da sirene,
*tamp* dos portões,
cochichos das gentes,
subiu, cabo, tá na mente.
Arte urbana,
cara de rua,
feito histórico,
durou dois dias,
ficou uns dias.
Hoje é dia,
de soltar a sua voz,
de cri car na rua,
de criar caso na sua,
na cidade do BOSS.

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