quarta-feira, 27 de agosto de 2014

26.08.14 Garota Dreadlock

Ela corria seus lindos e finos dedos na seda,
Apertava e torcia seu dichavador como queria.
Batia o em cima da pure hemp e tirava os galhos,
Enquanto fumava de canto da boca um cigarro de filtro branco.
A cada três meias voltas dava uma mais longa,
A cada três longas voltas, tomava um gole de Stella.
Molhava o bico vermelho e seco,
E tornava, de cabeça baixa, a triturar seus camarões.
Minha bela loira de amarrados dreadlocks,
Passava a goma na seda,
Apertava bem apertadinho seu baseado,
E o acendia com seu bic enquanto puxava bem forte.
Deu lhe um belo de um trago e prendeu a respiração,
E em seguida mais um, sem soltar a fumaça.
Olhou pra mim, que ali estava deitado de cueca.
Me esticara seu belo e fino pulso,
Me dera o fino por entre os dedos e comentava por alto,
Como eu precisava de uma manutenção em minhas tranças.
Eu?! Só concordava. Ascentia...
E ouvia a voz dela sumir enquanto era hipinotizado,
Pelos seus globos oculares azuis,
Por seus lábios cor de sangue...
A princesa, dona de uma habilidade distinta,
Uma técnica e experiência invejável com o beck,
Estava ali, comigo.
Ela, brincava com olhares por cima de seus ombros,
Mandava beijos enquanto me olhava fumar minha baga.
Eu, só a admirava com ar de satisfação,
Ela que vestia minha camiseta tie dye e meias 3/4's,
Trajava inocência, elegância e confiança.
Ali, naquela tarde de domingo,
Que por sobre minha cama, vindo das persianas tom pastel,
Adentravam raios solares alaranjados indicando o por do Sol,
Eu notei que era uma despedida silenciosa.
Nós dois sabíamos que nunca mais nos veríamos,
Nós dois entendiamos que nada daquilo se tornaria real.
Nós dois sabíamos que eu nunca iria ao Maranhão,
E que ela nunca mais retornaria a Capital.

24.08.14 Eu não quero, posso!

Eu não quero viver,
Não quero.
A brisa fresca não me seduz.

Não posso continuar,
Pretendo desistir.
A onda morta já não me assusta.

Preciso de ar,
Ou será do ar verde que preciso?
O que me falta não pode trazer.

Morro fraco.
Fraco morro.
Fraco, morro.

22.08.14 Pastel do China

Na pastelaria do china,
Meu astral fica pra cima.
Tem gente que come pastel,
Tem malandro que come esfiha.

Vai nego da leste e da norte,
Vai gente no almoço e na sorte.
Tem criança anti McDonald,
E tio a favor do hot dog.

Tem gatinha e malandragem,
Plaboy e pilacagem.
Tem quem reclama enquanto come,
E tem nego sem grana com fome.

Uns caras se acabam no caldo,
De cana com mel limão meio amargo.
Tem a piriguete que pede coca zero,
E os tubarão monstro atrás de energético.

Só que lá mato minha fome da tarde,
Preparo o estômago pro rolê style.
Recarrego minhas energias de praxe,
E no fim da sessão volto pro tronco.

18.08.14 Janela sem fresta

A sua jogada homem?
Qual a sua jogada de homem?
Saia da toca, tira a touca,
Põe a cabeça pra fora da janela.

Vem viver, homem.
Aceite viver com medo, homem.
Encare o inesperado e sorria,
Sorria sem medo de mostrar a janela.

Vá atrás se tu amas, homem.
Mostre que orgulho não há, homem.
Tome uma postura, desfaz essa cara dura,
Amoleça seu coração e abra nele uma janela.

Forneça sorrisos, homem.
Pareces que tens medo da felicidade de outro homem.
Mostra a real faceta por trás,
Desta persiana tom pastel que fecha a janela.

Vamos, me dê um abraço de homem.
Ultrapasse uma barreira de homem pra homem,
Forneça seu respeito e demonstre o quão confiante é.
Deixe de festa, abre a fresta de sua janela.

Por fim diga mais sim, homem.
Onde falta respeito a amizade falha a homem.
Seja sagaz e humilde, seja menos e prudente.
No final das contas seu único trabalho é abrir a janela.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

17.08.14 Roda gigante

O mundo parece que virou do avesso,
Que as coisas mudaram de nome.
O mundo dá voltas, e eu já não mais me surpreendo.
Me vi perdido, um doido varrido cantando seu nome.

Já fomos daqui para lá,
E em alguns instantes voltamos pra cá.
Deixamos outros trens passar,
Só pra no mesmo vagão sentar.

Choramos e fizemos chorar,
Dançamos e nos vimos dançar.
Valsamos com pessoas que não queríamos valsar,
E nos entregamos pra quem não fosse aceitar.

Fizemos de goles, ondas do mar.
Giramos copos d'água a fim de ciclonar,
Fitilhos e transformá los em pratos quebrados.
E fizemos do leite sangue derramado.

Beijos, feichos, trechos, seios.
Tendas, fendas, covas, secas.
Patas, rasas, ou fundas, nuas.
Barguilhas, premissa, me belisca.

14.08.14 E se tudo fosse um sonho?

E se você descobrisse que sua vida inteira é um sonho? Que tudo que você conquistou, comprou, comeu, ouviu, acreditou e se surpreendeu fosse fruto de sua imaginação? Que um dia vamos acordar e realmente olharemos para frente e veremos que todo este sonho foi um preparo para saberem se você está apto a viver o mundo real? Que todas as pessoas por quem se apaixonou, todas discussões sobre filmes, filhos e religião, nunca existiram. Que todos os seus vícios foram invenções da sua cabeça. Que todas as amizades desfeitas, os relacionamentos que terminaram, empregos recusados e/ou que foi demitido eram, de alguma forma, um resquício de um grande universo que só existe em sua mente. E já pensou se, ao acordar, você percebesse que após dezenas de anos, milhares de horas e bilhões de momentos que perdeu, você poderia ter arriscado mais um pouco, você poderia ter aproveitado mais? E que, se machucar física e emocionalmente não seria de fato tão ruim como imaginávamos que seria? E que no mundo real, tudo era muito mais intenso do que poderia imaginar? Você já parou pra pensar que talvez as regras que acreditamos existir, que dizem para nos vestirmos de uma forma e não de outra, estudar e evoluir profissionalmente, poupar dinheiro, ter um carro, não ser ocioso, não cometer loucuras, não pensarmos fora da caixa, ou aquele mundinho que achamos que existe seja invenção de sua cabeça?
Bom, agora pense com calma e responda a si mesmo. Se você descobrisse que tudo que acredita fosse uma grande mentira e que estivesse vivendo um sonho, você gostaria de continuar dormindo ou gostaria de viver a realidade?
Vou te contar um segredo: Você está sonhando.
Se não se surpreendeu com isto, há duas razões; A primeira é que você já sabe disto, e eu estou dizendo mais do mesmo.
Já a outra, é que você está tão imerso e confortável com este sono profundo, que não deseja acordar. Deseja que esta pulga que botei atrás da sua orelha, este sentimento de rebeldia, esta vontade de sair de casa e pegar um ônibus ou trem sem destino, até mesmo esta ânsia de viajar para um lugar desconhecido nas férias, ou dizer para seu chefe o que acha da atitude que ele teve na segunda feira, e todas as demais "ideias fora da caixa", sumam e te deixe em paz pra nunca mais voltarem.
Você acha mesmo, que não encarar a realidade, e o conforto de sua ignorância lhe traz felicidade? Se sua resposta for aim, você está pronto para continuar vivendo sua vida medianamente mediana, sem emoções e se arrepender ao final de sua meia idade. Mas se sua resposta for sim, parabéns, você pode me acompanhar mental e moralmente.

12.08.14 Abstrato sou

Seu televisor,
Sua casa,
Seu carro,
São caixas.

Sai nada,
Nada sai,
É sério,
Não consigo.

Tudo posse,
Apego material.
Fonte de carência.
Dinheiro, nada mais.

Raiva,
Fome,
Sede.
Fim da estrofe.

10.08.14 Arthu

Choro corre,
Escorre em coro.
Uma lágrima paulistana.
A outra, manauara.

Um pedaço humano,
Tornei a ter.
Perdido eu tinha,
Tal qual estirpado fosse.

Lágrimas e lágrimas...
Ah, como sou frouxo.
Pensei ser gélido,
Mas a chama reacendeu.

Tons musicais,
De trombetas poéticas,
Inspiram minha mente,
Tocam meus ouvidos.

Sou poeta! Grito.
Como achei que não mais fosse.
Sou amante,
Como achei que não mais trouxe.

Ela se vira,
Brilhando os olhos.
Eu me vou,
Fechando os pupilos.

O coração quer,
Pular garganta afora.
Mas não há mais tempo.
Ela partiu e eu fui embora.

Nos veremos,
Num futuro próximo.
Nos abraçaremos,
Mais tarde, mais tarde...

Tchau "Arthu"!

07.08.14 Entreaberta

Desce a via
Faz a curva
Sobe o morro
Escrevo, corro.

Se esquiva
Pega e desvia
Faz a finta,
E se desculpa.

Troca ideia
Faz a média
Pede carona
E sai de canto

Cai em prantos
No desalento
Faz fraca
Joga sujo

Mudo fico
Logo calo
Sobre tudo
Que eu causo.

Se bem faço
Se abraço
Me desgasto
E descauso.

Pois cada caso
É um caso.
E por acaso,
Estou de caso.

Casado com acaso,
Feito divorciado,
Desgastado,
Mudo e quebrado.

06.08.14 Loja

Abre a porta,
Ar da janela,
Fecha a bela,
Persiana que espera.

Vento norte,
Pro Sul forte,
Num só corte,
Vara a janela.

Subo a laje,
Peito pra fora,
Digo anedotas,
Que não diria.

Nunca faria,
Nem reagiria,
Caso a calmaria,
Viesse do passado.

Que chato,
Esse passo calmo,
Longe do claro,
Que me torna hipócrita.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

04.08.14 Qual meu valor pra ti?

Me vejo preso a um legado de lágrimas femininas. Parece que Deus botou a mão em minha cabeça e decidiu, você sofrerá e fará sofrer. O pior de tudo, é que não encontro a saída, estou num marasmo. Inerte em dúvida, solidão e medo. O medo do futuro. O medo do passado.
Quanto vale a ti, me perder?

01.08.14 Me convidaram

Fui convidado por duas festas distintas,
Uma neste sábado,
E a outra também.

Duas festas com público e exigências no vestuário diferentes.
Uma requer um visual retro,
Com couro e jeans preto.

Já a outra festa não tem código do vestuário ou restrições.
Posso andar sem camisa,
Posso entrar de cueca.

A festa mais formal é mais um happy hour.
Com hora pra começar,
Com hora pra acabar.

Já a festa mais liberal nos permite quase tudo.
Com belos sinos dourados,
E badalos rosa como enfeite.

A tradicional nos deixa cumprimentar a todos com beijo.
No rosto sim,
Na boca, quase.

Já esta tão falada festa (e põe falada nisso), nos permite...
...Ser beijado e beijar.
Estar beijando e fornicar.

A festa formal é quase uma sociedade de favorecimento.
Seja eu membro vitalício,
Ou visitante.

Já a festa liberal nem se importa com lista de convidados.
Acaba quando termina,
Reprisa quando convida.

Estou num impasse mexicano, não sei pra qual festa vou.
Devo eu, ir de que forma formal,
Ou por um acaso, a casual?

Quer saber, irei nas duas e tanto faz.
Das sete às nove formal,
Das dez em diante é bacanal.

16.07.14 Vocêntrica

Você fica aí de canto pensando na vida,
E eu no meu canto vivendo a minha.
Passa mercúrio pra se esquecer das feridas,
Eu danço e canto com minhas amigas.
Você se destrai enquanto imagina,
Se não tivesse mentido no dia.
E lembra, relembra de como fui forte,
Em aguentar e engolir as suas partidas.
Ia e voltava, andava e se arrependia,
E no fim da anedota, aparecia e me convencia,
De que não queria partir,
E quer voltar a sorrir,
Que não vive sem mim,
E pretende dormir...
Ao meu lado.

Você me disse que quer se juntar comigo,
E botar em prática o plano de um filho.
Viver ao meu lado e procurar a cristo,
Sem temer se vai doer, doer...

...mas você mentiu, mentiu...

sábado, 16 de agosto de 2014

01.07.14 O poder do sim / parte 1

O sim pode te trazer novas experiências, pessoas, momentos e situações que antes, em sua vidinha mais ou menos, não toparia, caso de início dissesse "não".
Coisas como "não quero", "não posso", "não devo" ou até mesmo a pior de todas, "eu não consigo", nos prendem ao chão. Essas e outras palavras negativas são como grilhões. E com o tempo isto pode se tornar cada vez mais perigoso. Como?! Podemos temer aquela vida lá fora, e começarmos a nos sentir confortáveis com o cativeiro.
"Sofrer por atecipação, é tão
ridículo quanto gastar por conta um prêmio da loteria que nem sabe se vai receber."

Para explorar o novo, não basta destruir o velho. Tem que buscá lo. E sair da sua cama, ir ao trabalho, estudar por conta com o propósito de fazer o melhor, é o primeiro passo nesta caminhada.
Esqueça frases de músicas clichês tais como "vou encontrar minha felicidade". A felicidade está dentro de você. Não será um novo parceiro que fará isto por você, nem o aumento semestral do seu salário, mas você mesmo.
Basta dizer sim ás oportunidades que lhe vêm a porta.
Está bem, é muito clichê também forçar este tipo de pensamento. Mas sabe aquele amigo da sua rua, que foi o último a se mudar e você nunca mais esqueceu?! Ou aquele feriado na sua infância que te convidaram pra jogar bola e marcou a aquele gol que parecia de filme?! Ou até mesmo aquelas férias em que não estava nada empolgado e acabaram sendo as melhores da sua vida?! Só aconteceram por quê você disse sim.
Se você não permitir que as coisas aconteçam em sua vida, elas não podem acontecer.

17.06.14 O poder do não / parte 1

A minha sina é investir no poder do não.
Investir na resistência em direção oposta de minhas fixações.
Remar contra a maré da carne fraca.
Viver em pró de minhas convicções e revitalizar meu espírito,
Me privando do que não me faz bem.
Não seguir me esquivando, mas sim enfrentando cara a cara o que não me convém.

16.06.14 Dói

Quando eu amar realmente e me jogar de cara,
Será o último dano que meu coração sofrerá.
Não aguento mais,
Cansei de olhar pra trás.

11.06.14 Peixinho

Eu era um peixe que nadava no mar,
Pulava pro rio e andava na Terra sem se afobar.
Tropeçava aos prantos quando não conseguia voltar,
E se lamentava quando se punha a errar.

Tentava com todas as forças caminhar,
Mas desde sempre sua vida fora boiar.
Me frustrava muito quando a correnteza vinha me puxar,
E batia de frente com quem no nado viesse me desafiar.

Nadava profundo mesmo, até me desgastar.
Ficava obcecado quando o objetivo fosse tesouros desbravar.
Fincava forte minhas idéias fechadas, e "ai" de quem tirar,
Aquela paixão adolescente que na minha cabeça eu punha a venerar.

Peixinho cabeça oca, que por damas se prostrava a desdobrar.
Peixão bobão que nadava sem noção do mar.
Peixe esperto que se punha no rio a se afogar.
Peixe sofrido que só boia, e hoje  cansou de nadar.

10.06.14 Então toma!

A comodidade evita a tentativa de sucesso.
Mas dar o tiro no escuro, gera comodidade no fracasso.

01.06.14 Felicidade transviada

Quanto mais velho fico, mais aceito a verdade de que não posso ser feliz. Assim, tratando a felicidade como um estado momentâneo e perecível, poupa maiores frustrações. É muito mais simples quando entendemos que algumas pessoas nasceram para brilhar e outras não. É fácil se perder em pensamentos...

28.05.14 Pra quê

Por quê viver matando saudades,
E provar a mim mesmo que posso sofrer mais pouquinho.
Por quem, vou rebuscar disfarces,
E dizer a mim mesmo que ainda me sinto diminuído.
Pra quê cricar seu nome além da cidade,
Dizendo que você, não sinto falta nem mais um tiquinho.
Pra quê viver na curiosidade,
Se posso aceitar a falsa realidade vinda de alguns buxixos.

25.05.14

O amor nunca morre.

18.05.14 Tráfico de toner

De cócoras, sob água morna.
Reflito, penso no que será que fiz de errado agora.
Me abstendo, me precavendo,
Me limitando pra não cometer os mesmos erros.
Que culpa tenho se não sei escolher,
Que cruz carrego sempre que mantenho minha palavra. Vai entender...
Mesmo que a decisão é errada,
E minha honra entrelaçada,
Junto da vontade de justiça e a ânsia de voltar a caminhada.
Quero correr o mundo sem deixá lo pra trás.
Quero saborear a tudo antes de encontrar a paz.
Quero viver pouco enquanto sobrevivo de ilusão,
Ao mesmo tempo que tento ser inocente sem viver em vão.
Outra vivência, outra história,
É conviver com arrependimentos que fazem parte da nossa glória.
Arame seco, paladar farpado,
Saliva negra, pele solta e ar desgastado.
Por um preço, imponho valores,
Vivo nas dores e causo casos no decorrer dos amores.
Temores, temêra ao longo do solo seco,
Seifado, disleixo, enquanto engatilhado,
Me vejo, apontando um cano de lado.
Impunhando um rojao posto em minha mão,
Preparado pra sentir no paladar
O que o olfato trouxe do paladar em forma de albino pó
Até meus pulmões.
Sigo só, não só seguindo.
Sobrevivendo e competindo.
Curioso caso de um desabafo num papel amigo.
Que vacilo, chegar até aqui.
Me vi tão preso, que desejo a morte muito mais de chegar o fim.

21.05.14 ...

Quando viajo,
É pra fugir de mim.
Se escuto música,
É pra fugir do silêncio.
Discutindo,
Ignoro a verdade.
Dormir,
É remédio pra mente.
Descanso mental?!
Só em devaneios.
Lendo fujo,
Da realidade e da dor.
Quando caio,
Me satisfaço.
Se dou o sangue,
É por uma causa.
Seja nobre ou fútil.
Se consumo,
Me sinto completo.
Se completo me sinto,
Vazio fico.
Trabalho pra ocupar mente.
Alma ocupo com a escrita.
Coração vive vazio.
Se cheio, é remorso.
Se meio,
É ego.
Se transborda,
É egoísmo.
Se desisto.
É suicídio.

18.05.14 Pastéis

Recantos, lares,
Hábitos, claves,
Ares, tipos,
Dúvidas, filhos.

Futuro, certo.
Errado, prego!
Prego, praga,
Sem palavra.

Morro, subo,
Corro, mudo.
Mudo, mudo.
Mundo, sujo.

O que,
Não entendeu?!
Pastéis são mais saborosos,
Degustados por outras bocas.

Agora saliva.

10.05.14 Cachorro Magro

Nasce o Cachorro Magro,
E não é por vaidade,
É excesso de amor.
Rejeição.
Falta de instrução?

Angústia, medo.
Medo do agora,
Cachorro Magro abandonado,
Sem casa, no relento,
No frio noite adentro.
Perpétuo. Escasso.
Sozinho e revoltado.

Bato no peito e grito:
"Sou bicho solto,
Malaco, pilaco intuitivo."

Não tenho dono,
Não tenho regras,
Não tenho trono.

Sou sossego.
No caos, chamego.
Dose dum dedo.

Dois goles de loucura,
Meu desassosego?
Sou das águas mais turvas,
Um poço do medo.

O errado e viril,
Assíduo e voraz.
A sanidade partiu,
Um Ator aqui jaz.

Nasce o Cachorro Magro,
Parte cão, resto homem.
Guarda feromônio em frascos.
Alimenta-se do próprio abdômen.

Umbigo gigante,
Escamoso,
Bem conservado,
E venenoso.

Físico atlético?!
Só se for a anatomia da língua.
Histórico médico?!
Uma maravilha.

Olhar cético,
Persona sem doutrina.
Vida simples,
Saliva rica.

Pega com tranco,
Mas com braço manso.
Ela gozava litros enquanto ria.
Ele aproveitava enquanto sorria.

E sorria,
Curtia, batia.
Vivia pouco.

Pouco a pouco.
Dia a dia.
Amarelo sorria.
O suicídio queria.

Desejava e ansiava.
Planejava e recuava.
Atenção chamava.
Rejeição ele não mais tolerava.

Vida de cão,
Solto na selva desnutrido.
Só buscando destruição.

Vida de louco,
Vivendo uma relação de ódio e amor.
Com seu emprego, sua família e sua dor.

"Sem vida, sem dor."
Assim pensou.

05.05.14 O que é viver?

Temos mesmo que fazer diferença na Terra e nos destacarmos na multidão?
Somos todos iguais, porém, nascemos diferentes uns dos outros. Uns choram baixo e agudo, outros alto e grave. Alguns nascem levando tapas na bunda, outros, beijo no rosto. Alguns poucos são recepcionados por anjos de branco, e outros tantos por parteiras com experiência que ultrapassa gerações. Outros amam tudo e a todos, e uma minoria odeia todos e tudo. Alguns caras de lá, gostam de viver só. Algumas garotas de cá vivem na companhia de muitos. Umas pessoas afogam as mágoas em álcool, outras lamentam seus pecados de joelhos. Algumas se arrependem, outros nem tanto. Alguns preferem bichos do que gente. Já uma grande maioria prefere o dinheiro ao amor.
Boa parte dos jovens idolatram tudo que a mídia empurra e engolem, farpas como se fossem mel, só pra dizerem que também consomem o que é consumido.
Muitos se desviam de seus caminhos por poder, fama, sexo... Outros se perdem por amor, religião, política. Muitas destas pessoas são maioria julgadora. Já uma minoria que não quer fazer parte do nicho, nem usar de artifícios estéticos, humilhar semelhantes, ou provar algo ao mundo para envaidecer o ego e sentir-se superiora, são as que mais me chamam a atenção.
Vivemos, sobrevivemos, nos aventuramos em um mundo onde a cultura está tão perdida, que o alternativo, o descolado, o novo "cool", é ser reservado, fiel, bem casado ou possuir uma educação e etiqueta invejável. Um universo onde as pessoas que se guardam para o casamento, que não consomem drogas ou que não seguem dogmas, são vistas como rebeldes, fora da casta, pinos redondos nos buracos quadrados.
Talvez sejamos todos diferentes com suas semelhanças. Talvez sejamos todos iguais com suas particularidades.
Só sei que todos estamos certos e errados. Só depende do ponto de vista.

28.04.14 Ontem a pegada foi assim

Ontem, a pegada foi assim; amigos, skate e fartura. O role de board, com tala na mão e receio em cada manobra, não me impediu de desenvolver ainda mais o meu skate. Foi divertido trabalhar o carrinho com mais uma limitação. Me superei ainda mais. Almoço com a família estava perfeito. Já as companhias, sem palavras... Essa parte vou deixar na memória.

Bom dia a todos, sevasteska!

27.04.14 Laço

E se vira,
Culmina,
Nois junta,
Se gruda,
Se conhece
E conjumina?

E se cola
As idéia?
Desenrola,
Sem platéia.
Se causo,
Causa.
Fecha memo,
Estrala.

Se nois,
Pois,
Horas,
Depois,
Se abraça,
Nois dois.
Nada fica
Pra depois.

Nois fecha,
Memo,
Desenrola,
Memo,
Não dá?!
Dou jeito.
Cheguei,
Com jeito.

Sem beijo,
Amaço,
Sem laço,
Agarro,
Trato,
Destrato,
Dou trato,
Imediato.

Terminado!
Exaustos.

18.04.14 Nueva Costa

Me sinto são quando sinto.
Penso mais quando não penso.
Vivo mais quando deixo de viver.
Lembro de mim quando me esqueço.
No espaço tempo,
Não há vagas.
Na cama,
Só travesseiros.
Na cozinha são louças,
Poucas as toucas no varal.
Que tal sair da toca?
Quem se entoca tem vergonha de si,
Ou julga demais?
Quem olha, nota a voracidade dos fatos?
Quem de fato casa com o acaso,
Fato é, um curioso muito safo.
Mas até o mais nobre dos safos,
Tem em sua timidez, uma safadeza contida,
Desfarçada de boa doutrina.
Mas e a rima?
Largada aos porcos,
Deixando todos ao redor sem coerência,
Distante do honesto,
A faceta intacta e irreal não é tão diferente do natural,
É só mais uma postura adotada por quem anda nú.

17.04.14 Sem musa

Eu escrevo sobre a chuva,
Escrevo sobre o mar,
Escrevo tudo,
Menos sobre amar.

Escrevo sobre olhos dispersos,
Sobre mentes inquietantes,
Consultas médicas,
E decisões conflitantes.

Escrevo sobre quem partiu,
Sobre quem partiu meu coração.
Escrevo sobre a felicidade breve,
E sobre a dor da ilusão.

Escrevo sobre meus vícios,
Sobre fazer amigos,
Sobre viver sem inimigos,
Mas não mais sobre

revo pra me sentir livre,
Distante de onde estou,
Sobre aonde quero ir,
E como nem sei quem sou.

Escrevo sobre a copiadora,
Sobre a musa de Edgar Allan Poe.
Mas a solidão é mais companheira,
Mais que esta falsa inspiração.

Escrevo sobre a rua,
Escrevo sobre a janela,
Até sobre sua filha,
Mas não mais sobre ela.

28.02.14

16.04.14

Quanto mais somos ceifados por vós, tanto mais crescemos em número; o sangue dos mártires é semente.

O grande conflito pg. 28

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

15.04.14 Cadelo

Eu posso ser teu,
Posso ter o amor teu.
Posso conseguir o que quero obtendo o sorriso teu.
Dentro do breu,
Vazio, sem luz.
Pra seguir, vivendo só mantendo a minha fé em Deus, Jesus!

Tranquilidade parceiro,
Se tombo doeu?!
Se caiu me levanto, independente do flanco.
E num solavanco me levanto sem prantos, num passo manso.
Vou seguindo vivendo, meu sonho vou conquistando..

A vida é uma dádiva,
Mesmo tempo um sonho,
A estrada é muito sábia.
Não sigo com peixe morto.

Existente, insistente,
Constantemente no trampo.
Enquanto trampo, no trampo,
Me preparo pro gole santo

Na sexta, vou dar um gole
Pro santo ficar bem loco.
Pra ver se ameniza
Esse estresse do dia todo.
Vou dropar de skate na Augusta com um bem bolado,
Na companhia dos meus parceiros que fecham, os mais chegados.

Na madruga bolado, Ficando embrasado,
Estão preparados, Cabreiros, morfados,
Soltando pigarros, Pedindo cigarros,
Todos desleixados,
Cadelos largados.

Nem me acompanha,
Não sou sessão da tarde.
E nem vem de 3g,
O whatsapp ta offline.

14.04.14 Caro amigo

A tempestade irá cessar,
Mas a sua caminhada será longa.
Me espelho em você,
Admiro sua força e tudo o que faz.
A sua cruz só você sabe o peso,
E saiba que estou aqui pra te ajudar.
Você nunca recorreu a ninguém,
Pra resolver seus problemas,
Seus anseios e seus dilemas.
Sempre fora um lobo,
Solta na selva de pedra.
Mas nunca perdido.
Nada está fácil.
Nunca foi fácil.
Toda conquista é árdua,
Todo caminho é longo,
Toda vitória é amarga,
Toda derrota é dolorosa.
Siga firme e lembre se do que quer.
Estarei sempre que precisar do teu lado.
Esperai pela glória com a mesma,
Se não quase,
Persistência que há em seus planos.
Tudo vai passar.
A recompensa não está no fim da trilha.
A trilha é a recompensa.
A trilha nunca acaba.
A jornada é eterna.
E espero que saiba.
A vida não é a gente que espera ela.
Nós fazemos nossa história.
Nós fazemos nossos dias.
Nós encaramos nossas escolhas.
Corremos atrás do que vale todos os dias.
Fique firme, meu amigo.
Seu coração, suas raízes, valem ouro.
Mas o que o mundo espera de ti,
É que seus frutos dêem em dobro.
Só querem os frutos,
Sem se importarem se a raiz é verdadeira.
Só querem uma falha,
Pra lhe apontarem o dedo a vida inteira.
Mantenha a fé.
Mantenha a fé.
Sua amizade, a tua presença,
Tem sido de meus bens,
Um dos mais valiosos.
A caminhada é eterna,
E a recompensa é diária.
Nada como um dia após o outro.

14.04.14 Mal elemento

Não sou flor que se cheire,
Ou o seu par para o baile.
Não tenho planos nem metas,
Meus projetos são pessoais.

Busco sempre o meu prazer,
O meu bem estar em primeiro lugar.
Não deposite sua confiança em mim.
Fui treinado pela vida.
Sou como um soldado com ordem para matar.

12.04.14 Rancoroso II

As rosas não mais me seduzem.
Os espinhos não mais me assustam.
Os cordeiros já não são tão apetitosos.
As raposas já não podem me ferir.
O motivo da risada tornara desespero.
O motivo do choro é alívio.
O motivo do sorriso é sombrio.
O sentido do silêncio é raciocínio.
O pensamento me escraviza.
A falta me entorpece.
O entorpe me enobresse.
A nobresa me da náuseas.
As náuseas causam rupturas.
As rupturas me magoam.
A mágoa me torna frio.
O frio me torna forte.
A força me transforma.
A transformação os assusta.
O susto os afasta.
E eu fico só.

10.04.14 Dívida sem limites

Agradeço a Deus quando tudo está bem. Quando tudo está mal agradeço ele também. Por quê quando estou no breu quem é que vem me ajudar?!

Obrigado Pai, pela saúde, meu emprego, meus projetos sendo encaminhados e meu coração estar saudável e recuperado. Obrigado por me ensinar a ter paciência e me mostrar que o perdão é o melhor remédio. Te amo, Pai. Só tu pra me iluminar o caminho de trevas e não faltar com a benção até mesmo nos momentos de dificuldades. Sou tão pequeno e falho, que minha dívida de gratidão não tem limites, Senhor. Confio em tuas mãos, e só tu há de me amparar nos conflitos do meu eu.
Aprecio a vida e a todos, tudo e todas. Goles tímidos de aproveitamento pra não chafurdar no prazer sem limites.
Paz e sabedoria!

09.04.14 Velho desconhecido

E então, encontro na condução um velho amigo de escola. Me desloco do meu acento, cumprimento, pergunto sobre os projetos de vida e o que ele estuda. Mas o tempo todo fico observando sua expressão incômoda, um misto de espanto e incredulidade. Me olha como se eu tivesse me tornado um animal, um monstro, uma coisa... Mal sabe conversar, mal quer conversar, nada sobre mim pergunta. Mas com a bela educação que tive, falo sobre meus projetos de vida, aonde trabalho, aonde estou morando e como é uma puta nostalgia reencontrar um velho colega de classe. Me despeço citando seu nome, o cumprimento e mais uma vez sinto seu falho aperto de mão onde só agem seus dedos, e sorrio educadamente enquanto me viro e ouço seus pensamentos gritando alto: "qual o nome dele mesmo?". Volto ao meu lugar e penso como as pessoas não mais se encontram, se esbarram. Ninguém mais sabe ter uma conversa amistosa sem esperar algo do próximo. O que há com todos vocês que precisam o tempo todo estar na defensiva, com o "pé atrás"... Será que esta frieza toda é o acumulo de decepções ou precaução exagerada?

02.04.14 Imperfeita

Não seja sociável ou rude consigo mesma,
Tenha a descência de desafiar a vaidade assim como confronto a beleza.
Os padrões estéticos dominam você assim como a mídia os controla,
Não dê ouvidos aos olofotes,
Não dê atenção aos flashs.
São tão temporários quanto sua estadia aqui na Terra.
Somos um grão de poeira estelar dentro do imenso universo que não dá a mínima para o que vestimos ou dirigimos. E muito menos o que pensamos sobre ele.

02.04.14 Don't be cruel with my heart

A garota perfeita,
Tem que ser imperfeita.
Respirar gás metâno,
E ter fluidos de bateria nas veias.

Tem que ser intensa,
Sem controle,
Desafiadora com sua prole.

Questionar decisões,
Discutir cardápios,
Viver intensos pequenos prazeres.

Tem que vender o palácio
Vazio, por um pequeno abrigo,
Ocupado e inatingível.

01.04.14 Meu pau

Meu pau,
Tua vagina.
Diz que me ama?
Deixe de ser vadia!

31.03.14

Que saudades deste passado,
Que tanto magoei e deixei amargo.
Que tanto maltratei e deixei ralo,
O sentimento que havia.

Que dor é essa de amar demais.
Que me causa náuseas tais.
Que lembrando de como fui tolo,
Sinto raiva de mim.

Que ego escroto e sujo possuo.
Que exala odor pútrido se suo.
Que me deixa um nó na orelha,
Que questiono sobre minha essência.

Mas quando pergunto demais,
Chafurdo nas questões teatrais,
E indago me sobre o eu,
E se vale mantê lo.

27.03.14 Saliva solta, saliva turva

Saciai-me o sono sem volta.
Que segregou segredos de outrora.
Fortificante sejas tua falência,
Do felino fétido que agora jaz sem coerência.

Vivera a veras vorazmente sem as víceras,
Vivenciando as vastas vilanías das veias do governo vigente.
Sentenciou só, um sólido veredicto,
E em solavancos soavam seus trotes sorrateiros sem saliva.

Saliva solta, saliva solta...
Saliva sarra, saliva turva...

27.03.14 Renas

Coincidências não existem.
É como acreditar no espírito natalino, só que sem presentes, só renas.

Discurso Tyler

"Eu vejo aqui as pessoas mais fortes e inteligentes. Vejo todo esse potencial desperdiçado. A propaganda põe a gente pra correr atrás de carros e roupas. Trabalhar em empregos que odiamos para comprar merdas inúteis. Somos uma geração sem peso na história. Sem propósito ou lugar. Nós não temos uma Guerra Mundial. Nós não temos uma Grande Depressão. Nossa Guerra é a espiritual. Nossa Depressão, são nossas vidas. Fomos criados através da tv para acreditar que um dia seriamos milionários, estrelas do cinema ou astros do rock. Mas não somos. Aos poucos tomamos consciência do fato. E estamos muito, muito putos. Você não é o seu emprego. Nem quanto ganha ou quanto dinheiro tem no banco. Nem o carro que dirige. Nem o que tem dentro da sua carteira. Nem a porra do uniforme que veste. Você é a merda ambulante do Mundo que faz tudo pra chamar a atenção. Nós não somos especiais. Nós não somos uma beleza única. Nós somos da mesma matéria orgânica podre, como todo mundo."

23.03.14 Cometa

Dispersar-se do montante.
Ser único.
Pensar fora da caixa.
Ser cometa, não cauda.

18.03.14 Jogo do amor

É bom se sentir querido,
Que tal buscar refúgio em um ombro amigo?
Deitar sob a luz das estrelas,
Contar as horas independente da grama que almeja.
Nunca cobiçar o jardim vizinho,
Sempre cuidar pra que seu roseiral continue lindo.
Fitar a todos com portas abertas,
E ler seus poemas com a voz pra fora da janela.

Caminho aberto pro mundo,
Faço da soite meu filho, sábio fico e continuo mudo.
Troco olhares como quem troca pares de sapatos,
Mas não troco meus pares por um ás de copas.

16.03.14

Vamos celebrar a solidão á dois.
Não olhemos um para o outro.
Beijemos sem compromissos.
Dividiremos causos que nos magoaram enquanto nos enrolamos em lençóis cor de oliva.

11.03.14 Perdão

O perdão é uma dádiva de poucos. Enobresse o coração e nos alivia dos conflitos. A todos que já me julgaram, me apontaram dedos e me fizeram algum mal, eu os perdoo.
Não se pode começar uma nova fase sem resolver assuntos passados. E esta é a maneira que mais me convém.
Espero, de coração, que todos vocês encontrem seu caminho. Assim como procuro o meu. A cada dia que nasce, já é pra mim uma nova vitória. Que Deus nos abençoe. Pois aos olhos do criador, somos todos crianças.

Encerrei minhas atividades

Encerrei minhas atividades de vandal. E nem por decreto eu volto. Estou tocando meus projetos e preciso de tempo e dinheiro pra focar nos meus objetivos. Então já avisa pro Banksy não me chamar no whats, pro Mr. Brainwash que estarei ocupado para as filmagens, pro Chivitz fazer aquele trampo solo, pro Sheppard Farey que não me vendo, pr'Os Gêmeos chamarem o Nunca e o Vlok pra terminarem aquele castelo na Escócia, pro Gomes chamar o Remorso e fechar aquela lateral sem mim, pro Neckface só me chamar pra andar de skate, pro Sofles não encher meu saco no inbox por quê não uso Ironlak só Colorgin, pra OSP crew de Ny que o nome pode ficar com ele, pro Zeus fazer a fachada da Channel sem mim, pros caras do profissão reporter que aquela entrevista foi cancelada, pro Sliks pegar o trem pra Poá sozinho, pra.aquele documentário, Cidade Cinza 2, não ter meu nome nos créditos e que se a Posca entrar em contato me mandar uma solicitação no face e depois a gente conversa. Fora isso tá tudo certo e nossa amizade continua. De resto, quero só fazer coisas que adicionam pra minha vida.
Abraçonaboca.

10.03.14

05.03.14 Reflexivo

Ame com moderação.

05.03.14 Nova velha estrada

As estradas são vias divinas que curam as dores.
Veias de Deus que por onde passo nascem flores.
Um novo caminho cheio de descobertas e dores.
Feito para rever velhas paixões, conhecer novos amores.
Ruas paralelas com todas as suas cores.
Sem repetições de decepções do tamanho de grandes torres,
Que arranham os céus das bocas sem odores.

Nesta estrada todos que cheiram mal vêm mudar as frontes.
Caras durões se arrependem e ficam moles.
Pessoas moles ficam fortes criando clones.
Todos têm máscaras e são mentores,
De uma nova sociedade sem valores.
Ninguém mais tem força pra esquecer uma Dolores,
Ninguém mais quer morar em seus fortes.
Todos nesta estrada procuram seus verdadeiros valores.

05.03.14 El Camino

Dei partida no meu carro,
Sigo a estrada que quero.
Se quiser pegar carona me liga,
Ainda estou perto.

Mas agora sou eu quem dirijo,
No meu próprio estilo,
A minha própria maneira.
Nessa estrada as paradas eu faço.

Corro, corto o vento.
Se quiser vir comigo aproveite,
Ainda é cedo.

Sopro o ar dos pulmões,
Estou tocindo fumaça ainda,
Que havia inalado do seu escapamento.
Ainda bem que acabou, foi um tormento.

Não brinco mais de gato e rato.
Sou um pássaro livre.
Eles têm mais beleza soltos.
Como um pássaro vôo.

05.03.14 Versos de estima

Não sou tão mal assim.
Tenho dotes, qualidades,
E posso te fazer sorrir.

Não tenho o por quê não crer,
Que o amor cura, debaixo de chuva,
E com sabedoria tudo se resolve.

Nada me resta,
Tudo eu tenho.
Mesmo na falta de dinheiro.

Não faço parte do mundo.
Eu o tenho em minhas mãos.
Dou o meu melhor sempre,
Sempre fazendo de coração.

04.03.14 Crowling back to you

Voltando pra casa,
Sendo recebido por pedras de diamantes e ladrinhos de ouro sobre o chão.
Precavido mas entregue,
Caminho traçando o caminho já conhecido mas desbravando o novo.
Nada velho está,
Tudo renovado reside.
Estou de volta em casa,
Me sinto estranho mas satisfeito de ser bem recebido.
As portas nunca estiveram fechadas, eu sei.
Mas tinha medo de descobrir a verdade.
Eu não tentei, eu fiz, faço.
Movo tudo pra que dê certo?!
Não, trabalho pesado pra que continue me fazendo feliz.
A felicidade do conforto de minha casa,
O sabor da conquista só sabe quem o caminho árduo traça.
Vontade de entrar e não sair nunca mais.
Nem pra fazer compras.

28.02.14 Sobre rodas

Sobre a prancha nada mais existe, tudo é o momento. A concentração é a chave.
Cada manobra executada lhe causa bem estar ou dor física. A forma mais humana de buscar a evolução espiritual.
Sentir o vento na cara que você proporciona, o ranger das rodas que você provoca. A sensação de controle da situação somada com a capacidade de arcar com seus atos, é a pura essência da vida. Independência.
Se sentir livre e responsável pelos atos. Se sentir conscientemente vivo. Apenas você. Só há você.
As dores físicas são como castigo. A queda pública é uma lição. Bater de frente e não titubear é a moral da história.

27.02.14 Ah, a chuva

Ah, a chuva.
Vem gostosa e vem suave,
Com pouca brisa,
Nada de pancadas.
Nem tão fraca quanto garoa.
Apenas chuva.
Vem pra lavar as ruas,
O ontem,
As almas que transitam.
Purifica meu sono,
Meus medos,
Tranquiliza meus anseios.
Trata de meus receios.
Acompanha minha janta,
Meus cigarros,
Meus pensamentos,
Meu sono,
Meus sonhos.

26.02.14 Felicidade é momento II

Breve felicidade.
Momento prazeroso.
Instantes de alegria.

São tão bons,
Por que sabemos,
E entendemos desde o início,
Que são de curto prazo.

O sexo.
A embriaguez.
Um sorriso de quem se foi.
Segundos de nostalgia.

Quanto mais breve,
Mais delicioso, urgente.
Mais proveitoso.

24.02.14 Esmola

Degusto a solidão pouco a pouco. Pequenas doses diárias de rejeição. Aguardando, inutilmente, a fada verde bater a porta trazendo me mais um sopro de paixão. Uma amostra do que já não há. Do que não existe. Do que deixou de ser há muito tempo e só eu não vi.
"Só uma gota de sua saliva" eu suplico, "por favor, e eu a deixo em paz".
Chega a ser uma cena deplorável, um homem feito, agindo como um garoto de adolescência tardia. Chega a ser tão ou mais nojento quanto é em minha memória.

25.02.14 Nova rotina

Mais um belo dia,
Criando uma nova rotina.
Pássaros cantam á janela,
Versos versam por eles mesmos.

Sincronia de nicotina,
Rock and roll e cafeína,
Fazem das novas manhãs
As portas do novo dia.

Queimo a brasa,
Molho os dentes,
Sem precedentes,
Continuamente.

Corre, corre atrás do tempo,
Vou na calma no decorrer do dia.
Que ironia,
Não por opção mas pela falta.

A volta dos odores,
Do ranso dos amores,
Voltam como sempre achei.
Nunca desacreditei.

Parei.

24.02.14 Entre cigarros e café

Um título clichê.
Uma musa tão inspiradora quanto sua ausência.
O pensamento distante e só.
Mas quanto mais só,
Mais próximo do que sempre fui.

24.02.14 Proteção

Você não sabe o que perde quando fingi não perder. Uma hora o desgaste toma posse e quando você notar será tarde demais. É preciso se proteger de quem faz mal. De quem brinca com a saudade. Se proteger de quem fingi não sentir saudade

24/02/14

Um novo dia para morrer

Sophia não queria brigar, então o beijou. Um beijo no rosto. Denyel quis tomá la nos braços, mas não a tomou. Depois de todos aqueles anos, ele entendeu que o amor dos dois acabara, que cada relação tem seu tempo, que o passado não dá marcha ré. Talvez fosse isso o que ela estivesse tentando dizer, mas simples palavras não eram o bastante. O exilado precisava experimentar tudo aquilo, como experimentara a morte de seus companheiros. Certos sentimentos pertencem ao coração, não à mente, estão lacrados à chave, escondidos em um canto obscuro do peito, aonde as vozes não chegam, onde os olhos não brilham, onde os lábios não tocam.

Filhos do Éden: Anjos da Morte
Pg. 546

Como é bom te amar.

Ah... como é bom te amar, como é torturante ficar distante do seu cheiro dos teus beijos e o seu sorriso meio sem jeito quando digo que a amo. Minha mulher, minha garota, amante sábia e selvagem louca. Adoro teus gestos instigantes, sua doçura na voz apaixonada e a intensidade que há na sua hospitalidade quando a visito. Tudo em você eu amo, tudo em você eu quero. Nada em você eu mudaria, a não ser sua residência pra mais perto.

07/02/14

Capítulo 49, Venice

Há quem diga que envelhecer é uma questão de ponto de vista. No caso de Denyel, era exatamente isso. Como criaturas imortais, os anjos que vivem no céu, principalmente aqueles que quase nunca descem à terra, tendem a encarar o universo como uma constante, um painel cósmico em que mudanças acontecem, porém ao longo de eras. Para os seres humanos, contudo, a perspectiva é bem diferente. Coexistindo dia a dia com o mistério da morte, incertos sobre o destino por vir, os terrenos são, em oposição aos celestes, dotados de um incrível apetite por realizar todos os seus desejos, todas as suas obras, no curto período de uma vida. O resultado é uma sociedade em permanente transformação, incapaz, às vezes, de apreciar os próprios triunfos. Sendo um anjo, o corpo físico de Denyel continuava sempre jovem, mas agora ele compreendia, melhor que qualquer outro, o significado da palavra "envelhecer". Era frustrante, com o passar dos anos, a sensação de que nada seria como antes, de que os grandes valores foram jogados por terra, de que sangue fora derramado a troco de nada. Nesse particular, a década de 70 teve um amargo gosto de desilusão, de fim de festa, de luzes se apagando, especialmente pra aqueles que presenciaram os anos 40. O baile de gala se encerra, dando lugar às batidas da discoteca, à cultura do prazer sem limites, desprovida de ideologia ou princípios.

Amor vem cá

Abro os meus olhos e vejo você deitada do meu lado Eu não consigo expressar o que eu sinto não importa o que eu falo Não sei contar até número que expressa o quanto eu te amo Mas sei quantas coisas boas você trouxe pra mim esse ano Esse é o terceiro mês, já temos centenas de planos Milhares de cenas vistas, milhões de acertos e enganos Mas, nada que possa atrapalhar nosso futuro Pois o que fere a minha alma com o seu amor eu curo O amor que cê me der ainda te devolvo com juros E juro sobre as minhas juras no que precisar eu te ajudo Se a luz deixar o seu caminho eu aprendo a enxergar no escuro Vou na cara e na coragem, sem espada e sem escudo Não é macumba isso é encanto em dose pura pro meu espanto Você é um colírio pros meus olhos, minha cura pra um dia insano Já que as cores vão surgindo num quadro, vamô pintando Quando eu falo em casamento, princesa,eu não tô brincando

Caprichou na encomenda, tipo quem cria o universo Mais linda do que em lenda e ninguém pensa o inverso Exatamente pra minha diva que eu escrevo esse verso São três meses amarradão, perdidão eu confesso São vários bons momentos eu me sentindo completo Cê é um droga e me vicia todo dia eu te quero Temos idades diferentes e idéias diferentes Mas em tudo que importa fechamo perfeitamente Só a gente, cê me entende, spring love, represente Cara de felicidade igual de quem ganha um presente Tudo indica ser mais juntin daqui pra frente, hoje e sempre Quase que é telepátia eu sei o que tá na sua mente Acreditamos em nós dois, plantamos uma semente Essa semente virou árvore, tudo tão de repente Parece já ser dez anos mas é tudo tão recente Tão decente, é só deixar com nóis que nóis se entende

Sempre por tudo sobre limpos panos Somos sortudos pois junto até um lixão acaba virando um lindo campo Eu admito,cê possui um brilho e tanto Todas as noites que dormimos e nos abraçamos, me senti completo Tava certo de que isso era humano, mas é amor Várias vezes brigamos ainda não aprendi a lidar com a dor Quero tá perto da mina que eu amo seja como ela for, Mas tem que me aceitar exatamente do jeito que eu sou Você me aceita, sem emprego e sem receita Nossos defeitos fazem a nossa relação perfeita Eu fico, te admirando quando você se deita Entendo perfeitamente porque de ser a mina eleita Nosso namoro segue nos conformes Meus dedos brincam em seus cabelos enquanto a princesa dorme Bem devagarinho que é pra que ela não acorde Isso aqui já é o céu, mas perder isso seria a morte

Me sinto o rei do universo com você minha princesinha assim tão perto Me sinto o rei do universo com certeza não foi a tôa que eu escrevi esses versos Me sinto o rei do universo com você minha princesinha assim tão perto Me sinto o rei do universo não preciso te perder pra saber que te amar é certo.