De cócoras, sob água morna.
Reflito, penso no que será que fiz de errado agora.
Me abstendo, me precavendo,
Me limitando pra não cometer os mesmos erros.
Que culpa tenho se não sei escolher,
Que cruz carrego sempre que mantenho minha palavra. Vai entender...
Mesmo que a decisão é errada,
E minha honra entrelaçada,
Junto da vontade de justiça e a ânsia de voltar a caminhada.
Quero correr o mundo sem deixá lo pra trás.
Quero saborear a tudo antes de encontrar a paz.
Quero viver pouco enquanto sobrevivo de ilusão,
Ao mesmo tempo que tento ser inocente sem viver em vão.
Outra vivência, outra história,
É conviver com arrependimentos que fazem parte da nossa glória.
Arame seco, paladar farpado,
Saliva negra, pele solta e ar desgastado.
Por um preço, imponho valores,
Vivo nas dores e causo casos no decorrer dos amores.
Temores, temêra ao longo do solo seco,
Seifado, disleixo, enquanto engatilhado,
Me vejo, apontando um cano de lado.
Impunhando um rojao posto em minha mão,
Preparado pra sentir no paladar
O que o olfato trouxe do paladar em forma de albino pó
Até meus pulmões.
Sigo só, não só seguindo.
Sobrevivendo e competindo.
Curioso caso de um desabafo num papel amigo.
Que vacilo, chegar até aqui.
Me vi tão preso, que desejo a morte muito mais de chegar o fim.
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