sexta-feira, 15 de agosto de 2014

24.02.14 Esmola

Degusto a solidão pouco a pouco. Pequenas doses diárias de rejeição. Aguardando, inutilmente, a fada verde bater a porta trazendo me mais um sopro de paixão. Uma amostra do que já não há. Do que não existe. Do que deixou de ser há muito tempo e só eu não vi.
"Só uma gota de sua saliva" eu suplico, "por favor, e eu a deixo em paz".
Chega a ser uma cena deplorável, um homem feito, agindo como um garoto de adolescência tardia. Chega a ser tão ou mais nojento quanto é em minha memória.

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