quarta-feira, 31 de julho de 2013

Por Isso Corro Demais


Se você vivesse sempre
Ao meu lado eu não teria
Motivo prá correr
E devagar eu andaria
Eu não corria demais
Agora, corro demais
Corro demais
Só prá te ver
Meu bem!...

Filipe Catto - Saga


Andei depressa para não rever meus passos
Por uma noite tão fugaz que eu nem senti
Tão lancinante, que ao olhar pra trás agora
Só me restam devaneios do que um dia eu vivi

Se eu soubesse que o amor é coisa aguda
Que tão brutal percorre início, meio e fim
Destrincha a alma, corta fundo na espinha
Inebria a garganta, fere a quem quiser ferir

Enquanto andava, maldizendo a poesia
Eu contei a história minha pr´uma noite que rompeu
Virou do avesso, e ao chegar a luz do dia
Tropecei em mais um verso sobre o que o tempo esqueceu

E nessa Saga venho com pedras e brasa
Venho com força, mas sem nunca me esquecer
Que era fácil se perder por entre sonhos
E deixar o coração sangrando até enlouquecer

E era de gozo, uma mentira, uma bobagem
Senti meu peito, atingido, se inflamar
E fui gostando do sabor daquela coisa
Viciando em cada verso que o amor veio trovar

Mas, de repente, uma farpa meio intrusa
Veio cegar minha emoção de suspirar
Se eu soubesse que o amor é coisa assim
Não pegava, não bebia, não deixava embebedar

E agora andando, encharcado de estrelas
Eu cantei a noite inteira pro meu peito sossegar
Me fiz tão forte quanto o escuro do infinito
E tão frágil quanto o brilho da manhã que eu vi chegar

E nessa Saga venho com pedras e brasa
Venho sorrindo, mas sem nunca me esquecer
Que era fácil se perder por entre sonhos
E deixar o coração sangrando até enlouquecer


Filipe Catto, letra de Saga.

30.07.13

 Gênico, é o meu raciocínio quando alguém me mostra algo novo e interessante: ajo naturalmente, como se visse isto todos os dias.
 Faço cara de conteúdo e solto um " legal". Eu sou muito arrogante...

30.07.13

 E o brilho do Sol,
 me fez parar pra mim.
 Olhar meus erros,
 diminuir meu ritmo.

 Observei com calma,
 que estava indo rápido demais.
 Estava sem alma.
 Foi tudo automático, sem sentimento.

 Só sobrou uma porção de ideias,
 expectativas e ansiedade com a quinta.
 Pra mim não sobrou nada,
 a despeito de hoje, pura ansiedade.

 A respeito da goianiense,
 só há incerteza.
 A respeito da itaquaquecetubense,
 incoerência e carência.

 A respeito da mogicruzense,
 pura surpresa,
 beleza-pura,
 e pura beleza.

 A ferrazense me deixou inquieto...
 Viajou quilômetros a pé,
 tudo em direção ao Sol.
 Me deixou com o paladar seco.

 A suzanense sumiu,
 mostrando-se dona de uma malandragem,
 muito safa e ágil,
 que me transportou do ódio pro amor.

 E o sabor que tenho,
 não foi fornecido.
 Não foi apreciado.
 Só temido.

22.07.13 - Prego do Subúrbio

 Abri meu peito,
 mostrando sentimento.
 E tu, que já dera a rosa,
 apontou meu erro.

 Falhei, deixei escapar
 das mãos.
 A tua rosa que era minha,
 recusei sem intenção.

 Eu sou um prego,
 um prego do subúrbio;
 Nasci no caos,
 e só aprendi a tomar na cabeça.

18.07.13

 Sua pele branquíssima,
 em contraste com seus lindos cabelos negros,
 é a razão de minha raríssima,
 e quase ausente, olhada ignorando os seios.

 Seu caminhar ignora o caos
 contido neste subúrbio,
 e me leva em direção aos céus,
 antes mesmo de ti conhecer.

 Imagino eu,
 que moça tão bela, Deus,
 fizera na Terra e que,
 mais bela não ha de ter.

 Se houver, por favor,
 não me mostre ou será um caos.
 Todo meu platônico amor,
 causa-me dor, e me mantém humano.

 Mas creio que,
 conhecendo-te,
 perderá o encanto.
 Afinal, a imaginação cria,
 e nós destruímos.

18.07.13

 E se os pássaros esquecidos voassem pra cá,
 e se todos os ventos soprassem á favor?
 e se minhas verdades fossem reais,
 e se eu fosse eternamente jovem,
 Eu seria triste ou descontente?
 Insatisfeito ou entediante?
 Seria ou deixaria de ser?
 Oque ou quem sou?
 Sou quem?
 Aquele?
 Esse?

 Nada!
 Sei nada,
 de nada sei!
 Mas eu não sei!
 Parece que sei de tudo.
 Parece que tudo é velho,
 Mais nada me tem o sabor.
 Quanto mais falta, mais amigos.
 Quanto mais tenho, menos consigo.
 Quanto mais eu fujo, mais me encontram.
 Quanto mais as pessoas me odeiam, mais me amam.

18.07.13

 Não sei se aquela mãe perdeu o emprego. Parece, Sua solidão me chamou a atenção. Pensativa, muito dispersa, ela vira espectadora dos automóveis.

 No rádio um ídolo falecido. Os pensamentos viajam por um novo mundo.

 Oque há de haver no meu caminho?
 Mais incerto que meu futuro, só ele mesmo.

18.07.13

 Tão belos são seus cabelos sobre os ombros,
 que caiu na besteira de achar que com você posso.
 Tão simpática e sagaz é sua personalidade,
 que faltam represas para suportar litros de delicadeza.
 Minha vida sem tua presença é como minha alma;
 dói sempre, quase que constante, provocando estresse e irritação,
 mas acima de tudo, é uma tortura suportável.
 Pois há tanto tempo me encontro no escuro, que nem me lembro da luz.
 E tua luz, limpa e clara como só ela é,
 ilumina não só meu corpo, mas traz luminosidade á minha mente.
 Hoje é dia, mas por enquanto.
 E o que será de mim quando a luz se extinguir.

terça-feira, 30 de julho de 2013

16.07.13

 E aí, otário,
 valeu a pena?
 E ela, ficou do seu lado?
 Me parece que saiu de cena...

 Olhe pra trás, e veja tudo que me fez.
 Roubou os olhares, chamou a atenção,
 destruiu uma amizade que anto se fortaleceu.
 Agora riu, riu mesmo, de verdade.
 E riu ainda ao descobrir que o corno da vez é você.

15.07.13

 O rock é vivo dentro de mim.
 A alma dele percorre cada um de meus dedos,
 e corre cada centímetro de infelicidade.
 Só se pode sentir o rock, quando
 sua mente e sua alma,
 estão de portas abertas a recebê-lo.

 A vivacidade é só então celebrada, quando
 sua mente limpa, permite.
 Só quando o rock é convidado a entrar.

17.07.13

 É fato dizer que,
 ser odiado, é questão
 a se discutir.
 Mas para ser,
 só é preciso não querer.

07.07.13 - Very Cold


02.07.13 - Dear paper

 Este papel, é dos meus amigos o mais fiel.
 Peço que se o encontrar, trate-o como um ser.
 Ele é ótimo ouvinte, e excelente contador de histórias.
 Não te procura por interesse, e não teme a sua honestidade.

02.07.13 - "A arte chora"

 A arte chora,
 o céu se apavora.
 A noite abraça,
 a violência lá fora.

 O cigarro enaltece,
 a grama pendente,
 de arte subjacente,
 no subconsciente.

 O escritor para,
 o ego acorda,
 a escrita corre,
 madrugada afora.

 Com tudo parado,
 com todos dormindo.
 Com um feliz parto,
 minha prima sorri.

 Eu só peço, Pai,
 que cuide deste filho.
 Peço que o abrace
 bem, junto ao umbigo.

 Pois o ar me falta,
 só de pensar que amor falta,
 neste violento insano mundo,
 que ha tanto nos apavora.

 Pois do lado de fora,
 no centro, nos lares e bares,
 há ares, que não tarda nem demora,
 a causa sem razão de punição.

 Pai, sabes que não sou
 de teu mais virtuoso filho.
 E que não rezo os dias,
 para contigo. Mas entende.

 Compreende o apreço,
 das lágrimas simbólicas,
 das emoções de outrora,
 que derramo em pensamentos.

 Peço que cuide,
 deste filho teu.
 Que também é meu irmão,
 e recém-chegado é, em meu coração.

 Bons sonhos, criança.

Trabalhando no Dia do Trabalho


02.07.13

 "Pé-atrás" é precaução, não covardia.

02.07.13 - "Arte chora"

A arte me pediu ajuda? 
 "Arte Chora"

 Eu nunca ouvi a arte me chamar.
 É sério, eu a ouvi.
 Ela falou tão alto comigo,
 que não teve como não escutar.
 Ela me disse coisas,
 não são segredos mas são secretas.
 Me mostrou caminhos obscuros da arte,
 que têm um sabor subversivo.
 Eu me vi em devaneios de tinta,
 no alto de edifícios,
 com os dedos sujos de tinta,
 tentando saciar um vício.
 Me vi deixando marcas nos muros,
 hematomas no município.
 Me vi fazendo revolução da arte.

 Sonhei acordado nesta noite clara,
 acorrentado nos cobertores da "cidade joia".
 Me vi nadando nos lençóis chuvosos,
 de um domingo triste e cinza,
 sem arte, sem nada.
 Um domingo frio como o frio que aqui faz.

 Me vi documentando,
 palestrando,
 criando a história, e compartilhando,
 esta subversiva e notória arte das ruas.

 Agora, me vejo na chuva,
 com papel e caneta,
 desenhando letras pingadas,
 lágrimas escritas,
 com referências distintas há muito esquecidas.
 E ouvi a chuva... A chuva,
 um carro derrapar,
 senti cheiro da borracha no asfalto,
 úmido asfalto,
 soar como o som da única arte subversiva que é ouvida,
 assistida e aplaudida no meu país;
 A violência.

 Ouvi a violência, o descaso,
 o rancor,
 a maldade e a dor.
 Ouvi a minha cidade chorar.
 Assisti a minha cidade gritar por socorro
 e cair em prantos em meio ao caos.
 Ah, como chove... como chove.

28.06.13 - "Lobo Solitário"

 Quero ficar só,
 mas só, eu sinto tanta saudade...
 Sinto saudades dela,
 da outra, daquela, a mesma,
 das poucas, das outras.

 Já não sei por quem choro,
 e nem de quê choro.
 Acho que choro pra ela,
 pra outra, pr'aquela, pra mesma,
 pra poucas, pra outras.

 Sinto saudade, não falta.
 Me dói o coração, pensar
 o que a gente, eu e ela,
 ou eu e a outra, talvez aquela, ou a mesma,
 uma das poucas, ou alguém das outras, poderíamos ser.

 Me dói tudo, me parte tudo.
 Quebra tudo, não sobra nada.
 Mas não fere, só arde.
 É culpa, é medo,
 é vontade, é desejo,
 é peso, é remorso,
 é vida, é matilha.

 É tudo isso, e não é nada.
 É parte, em parte metade.
 É quase.

 Mas ainda é dor,
 que como um sino, só te lembra
 quando toca, quando badala.
 É, também, sujeira,
 contudo, sujeira que traz nojo.

 Aí tudo se vai,
 e não sinto mais nada.
 E nem me lembro que machuquei ela,
 nem a outra, nem aquela, muito menos a mesma.
 Nem me lembro das poucas, nem das outras tantas.

26.06.13 - A valsa do "Hisingen Blues"

 Oh, anjo da morte,
 toque meus lábios com os seus,
 e vamos dançar a noite toda.
 A valsa da morte é tão linda nesta época do ano...

 Drops em pontas de línguas,
 línguas de fogo,
 dum calor vulcânico derretendo tudo.
 Causa, reação, não importam se tu consegues valsar a noite toda.

 Oh, Lúcifer, me abrace.
 Já pequei e peco tanto, que meus pecados já me deram crédito.
 Os chips sempre existiram, invisíveis,
 é uma grande dívida que não sabíamos que possuíamos,
 é uma grande porta de problemas que implodimos.

 É físico,
 é tátil,
 é rude.
 Oh, anjo da morte,
 me leve aos campos de rosas vermelhas como sangue,
 para meus lábios hemorrágicos dançarem a noite toda.

 Oh, Lúcifer, sou verme,
 sou lixo, suor, coração e carne.
 Me conceda esta dança sem volta, com passagem de ida á seu coração.
 Me entorpe os lábios, me entope os lábios...

segunda-feira, 29 de julho de 2013

26.06.13 - A culpa é de quem?

 Agora me vejo em meio ao fago cruzado, duas mulheres querendo uma parte de mim. Os opostos me seduzem com propostas e fazem planos. Eu nada vejo, nada ouço e nada falo.
 Está tudo oculto, assim como o sentimento. Nada está no tato, tudo está no ar, ainda estamos no primeiro ato.
 A trilha sonora já não importa, a cena é composto]a por dois cães se encarando no meio do deserto, e apenas um lobo entre eles. Nenhum dos cães nota um ao outro, apenas o lobo, que é o único que a todos vê.
 O futuro é incerto, e me causa náuseas só de pensar. É estritamente impossível controlar-me. Sou bicho-solto, algo do relento, sou tormento em paz, sou a paz do teu caos.
 Não sou presente, nem parte de um futuro; me abrace e estará abraçando o passado. Eu sou passado, sou esquecível, sou desprezível, sou luxo e raridade, um misto de carinho e crueldade.
 Sou aquele, certo incerto, que não ri e também não descorda. Trago a corda, ofereço ajuda, mas não a prendo bem, solto nem, e fico livre, ileso, são e desprendido.
 Eu sou sem dono, não sou cão, sou lobo. Repito frases feitas e tenho muito swing, um puta jogo de cintura. Sou admirado por quem não me conhece, e quem me conhece, ou é amigo ou inimigo.
 Traiu minhas próprias convicções e lhe trago as emoções, lhe jogo rosas mas não as colho. Eu as ignoro, as esqueço; nem prantos nem lamentos me seguram, eu sou selvagem.

 São todas vocês que me fortalecem e me enfraquecem.

20.06.13 - "Escravo de 4 letras"

 É sábio dizer que,
 não ter dono, é ser livre.
 Mas vendo, além do que se vê,

 não queremos ser livres.
 A carta de alforria,
 nos dá a liberdade tão querida.

 Mas há a falta de moradia,
 a falta de certeza de comida,
 falta do calor da carvoaria.

 Também há vantagens.
 Temos alta procura de fazendeiros,
 mas, também, capitães do mato e arruaceiros.

 Já sei! A resposta está na senzala;
 lá sou preso, castigado, explorado;
 mas o meu canto, eu sei que está reservado.

19.06.13 - 20.06.13 - "O vazio da arte"

 Não há formatos, nem existem provisões, apenas o nada. O vazio na criação apenas existe, não é opcional e nem vem de supetão, ele está lá.
 O vazio cresce com a falta de criatividade.

 O vazio é uma raposa; o vazio é uma vingança; o vazio é um câncer; o vazio criativo é um ninja disfarçado de solução, de cura, disfarçado de formato pronto pra nos enganar pelo caminho mais simples.
 Arte não tem formato, padrão, formato... Quem têm são as pessoas que criam, que formam, que fazem.

19.06.13 - Egô Mazô II

 Estou, neste momento, num turbilhão de caos.
 Quanto mais eu tento sair, mais eu afundo.
 Já perdi a rota da navegação, me perdi do grupo, enfim...
 Tudo está mais e mais difícil, e a culpa, é só minha.

 Me imponho dogmas, crio barreiras, falho com minhas promessas,
 ou crio as que não posso cumprir; só pra me distanciar.
 Não tenho paz, e é tudo por minha própria cegueira.
 Minha distância do real, meu ego inflado.

 Pensando bem, a culpa é de vocês que inflam meu ego.

17.06.13 - Think Different



 Isto é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os encrenqueiros. Os pinos redondos em buracos quadrados. Os que enxergam as coisas de um jeito diferente. Eles não gostam muito de regras. Eles não respeitam o status quo. Pode-se citá-los, discordar deles, exaltá-los ou difamá-los. A única coisa que não se pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles empurram a raça humana para frente. E, enquanto alguns os julgam loucos, nós os julgamos gênios. Porque as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo... são as que o mudam.

 Steve Jobs por Walter Isaacson
 Pg. 346 - Pense Diferente.

Vanguart


12.06.13 - Egô Mazô

 Não me entenda mal,
 mas não gosto de ti.
 Pode cricar, espernear,
 pois oque digo é irreversível.
 Você mata a minha criatividade.

12.06.13 - Egocêntrico

 Olha como eu cresci, mamãe.
 Seu garoto virou um homem,
 viril, educado e modesto.
 Cheio de vivacidade.
 Esbanja beleza por onde passa,
 solta palavras ao vento,
 distribui elogios e conselhos.

 Eu, mamãe, sou aquele, o falado,
 o centro das atenção.
 Sou o queridinho de todos,
 o presente das garotas debutantes.
 Sou metade praia, metade parque.
 Eu tenho um carisma que faz inveja.

 Você criou um monstro, mamãe!

08.06.13

 Ela olha,
 eu esquivo.
 Eu esquivo,
 ela olha.

 Eu olho,
 ela esquiva.
 Ela esquiva,
 eu não noto.

 Eu passo
 o olho e nada.
 Ela passa
 o olhar em nada.

 Não há nada,
 mas sinto.
 Sinto nada,
 ...

07.06.13

 Minha cabeça é como um tornado que vem do leste sendo narrado pelos radialistas, causando estragos em cada província e despedaçando casas quando toca o solo.
 Quando toca o oceano, ...

07.06.13 - R r R r R r R r...

 Queria te ver,
 te tocar,
 te amar,
 te beijar.

 Te soprar,
 te abraçar,
 semear e
 florescer.

 Construir,
 empreender,
 fortificar,
 fortalecer.

 Defender,
 proteger,
 cuidar,
 amar.

07.06.13

 Meu coração é um poço fundo solitário; poucos chegam até o fim, e quem chega sai corrompido. Nele há trevas, rejeição, rancor, amargura... e todos estes sentimentos são sexualmente transmissíveis.
 Não há cura, não há razão, só evasão.
 Nem passos largos, nem toques curtos. Nem nada, nem você, e nem eu.

04.06.13

Sem pressa,
vai com calma.
Jajá volto,
daqui a pouco tem cama.

Poema das aspas" - por Mileide Almeida

Ai amor aí não...
"   "    "    "    "
"    "    "
"  "
" ...

29.05.13 - Charles Manson & Karla Homolka

Informa a arroba,
e tiro sua roupa,
causando-me um enorme bem.

Solta na coma,
os lençóis e o pijama,
fazendo a cabeça de quem?

Eu que achava,
que eras só minha;
eu que tentava,
tomá-la pra mim.

E eu que podia,
mas só na alegria,
curtir a iguaria,
dos teus lábios, quem?

Tentara me informar,
abrir meus olhos,
mas tudo levava a voltar.

Caía no choro,
vivia da outra,
só pra ti não encontrar.

Quando distante,
saía e cantava,
fazendo os olhos,
pras outras brilhar.

E não resisti,
de recordar de nossos momentos,
onde a vivência baseava-se
em nunca mais retornar.

Um dia acordei,
e vi a peçonha,
de quem viera gorar.

Disseram que eu,
saía com marte,
e tudo o mais pra difamar.

E no fim sucumbi,
caí em cima de mim;
Sorri o passado com tom amarelo,
e pedi pra que viesse até mim...

Mas sei que não vêm.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

28.05.13

 E Teco, levantou sem vontade de viver,
 sem vontade de caminhar e sem vontade de trabalhar.
 Não queria arrumar seu quarto, estava cansado.
 "Cansado de viver" dizia, "Dá muito trabalho".

 Oque mais fazia, era ligar o modo automático;
 Sorria, acene, coma e beba;
 Assim, aos olhos normais ele era normal,
 Como todos os outros a sua volta.

23.05.13 - L.G.

 E veio, vaga, a lembrança do estertor.
 Me causou um gosto de beleza e vontade.
 Passou-me seus olhos de lupa pela minha mente,
 cricou uma vontade de você no ínfimo, no âmago da minha mente.
 Mas é tão maligna a crença dum pecado que em tão pecado é,
 a crença de que amigos não podem cobiçar de tal forma,
 que me afogo em dúvidas e faço alusões ao que pode acontecer,
 ao que minha mente torna, acha, presume ser inevitável.
 Infinitas possibilidades, infinitos argumentos que podem me justificar.
 Infinitos argumentos, para com meu bom e velho, que podem me prejudicar.
 Mas há argumentos que podem nos estabilizar.
 Nos levar ás margens da responsabilidade.
 Nos trazer aos ventos mais puros que a praia do amor pode nos presentear,
 Criar companhias cinéfilas do cult, do moderno, do artístico...
 Brindar alguma bebida que há muito não bebo.

23.05.13

 Olha só, quem volta!
 É a fome que torna,
 que volta a gritar,
 e teme não se saciar.

 Olha o breve espasmo,
 A epifania pós descanso.
 Aquela fome me apavora
 me fazendo questionar.

 Fome de um futuro,
 de algo palpável,
 e uma sede de goles,
 de goles em profundo estudo.

 Sede, fome de saber.
 Vontade do sólido e
 crença no provisório.
 Eu, constantemente, me mato.

21.05.13 - Imagine só

 E se o Brasil não fora sido colonizado pelos portugueses,
 e se o Brasil não fora colonizado por ninguém,
 e se nós não fossemos explorados, e sim enriquecidos,
 cresceríamos crendo nos deuses indígenas?
 Kawii, Deus do Sol, etc...
 Seria interessante, talvez mais original.
 O bumba-meu-boi teria mais sentido,
 e os evangélicos seriam banidos, ou não.

 Ser evangélico seria punk.
 Ser católico seria vintage.
 Ser zen budista seria cool.
 Ser judeu seria burguesia.

 E as histórias de terror?
 E como seriam as lendas urbanas?
 Seriam boas também as referências televisivas,
 onde os vilões seriam os europeus, em especial os portugueses e ingleses,
 e não os políticos, os gatunos e os malandros.
 Imagine a literatura...
 Falaríamos de praias no sertão, de cachoeiras em Guarulhos,
 de campings em Poá, e valorização de nossa água mineral.

21.05.13


21.05.13

 A cerveja é o néctar filosófico do meu tempo,
 me transporta á calma e me traz o relento.
 Esqueço-me, com ela, do stress diário, da impunidade no trabalho...
 Fico suave, á vontade do destino e amigo de mim.

 Descanso e relaxo, claro.
 Mas sei que amanha irei de pensar em parar,
 Abandonar o químico, o industrial.
 Virar um adepto, novamente, da erva sagrada...

 Mas tudo não passará de uma hipótese.

21.05.13 - Jogo-de-bancos

Brhama quente,
suada escorre,
caldo quente,
mesa nobre.

Desce á gente,
dois "risole".
Tens pressa, bigode,
estás no corre.

Dói-me os pés,
do dia ríspido.
Causa-me inveja,
o rasta tímido.

Sentado ao pé-balcão,
de chinelos, miçangas á mão.
Sentado quase no mute.
consumindo suco e pão.

Invejo,
bem;
Sem mal,
só bem.

Causo,
além,
da brisa,
do zen.

Crio algum,
tão longe que,
de universo,
só tenho mente.

Em mente,
crente,
de gente,
inocente,

A vivência,
salva,
esse conforto,
desconfortável.

Tão breve e
lendário,
é o momento.
Extasiado.

Me causo bem,
escrevendo tão calmo.
Fico tão além,
quando estou distante...

21.05.13 - Faroeste Caboclo

 Chego já quase sem confiança,
 desiludido por si próprio e sem esperanças.
 O motivo da viagem ferroviária era o cine,
 um título de garbo e elegância.
 Mas, me atrasei, perdi a exibição.
 Restaram Brhama, salgados e o meu futuro ganha-pão.

 Um gole na gelada, uma mordida no salgado;
 Um pensamento no presente, uma visão no inesperado;
 Uma escrita estonteante, uma voz travada.
 O ser mudo transcreve, se perde e absorve,
 suga um terço do ambiente, e causa dores aos olhos de quem vê.

 Que chato, eu perdi o terceiro ato.
 Não haverá papo algum com o diretor,
 nem perguntas ao ser de garbo que é o ator.
 Nem mesmo poderei observar aquela linda atriz.
 Oque me sobra é publicar no blog o poema que fiz.

Steve Jobs por Walter Isaacson

 "Existe um antigo ditado hindu que diz: 'Nos primeiros trinta anos de vida, você forma hábitos. Nos trinta anos finais de vida, seus hábitos formam você.'"

Steve Jobs por Walter Isaacson
pg. 208

17.05.13 - Pingente

 Agora, solto, a sensação é outra.
 Me sinto nu, talvez o cara mais leve da cidade.
 Um pouco confiante e quase nada me importo,
 nem com o silêncio. Inocência cala.

 Perante a escrita sou um maluco,
 cheio de dores, meio eunuco.
 Calo, após o verbo, e volto aos versos.
 Claro está, que eu não estou apto ao diálogo.

16.05.13 - 15:35 - Minha Transa

 Vem me provocando,
 dizendo besteiras ao pé do ouvido.
 Mordendo minha orelha,
 roçando os cabelos pelo meu peito.

 Deslizando os dedos no meu caule,
 arrastando o pulso na minha virilha.
 Traz minha palma abaixo do seu umbigo,
 fazendo cócegas em tua barriga.

 Sacia minha sede de amor,
 enaltece meu alter ego amante;
 saca de tuas armas mais gostosas,
 me mostra sua faceta mais perva.

 Abraçando-a com os braços envoltos,
 cheiro teu pescoço - Oh extenso pescoço -,
 encochando-a de frente e preenchendo minhas mãos,
 com suas pequenas e delicadas nádegas.

 Penetrado, concentrado, extasiado,
 soco-a por dentro adentro.
 Causo-te estorvos mentais,
 Levo-te á paisagens que nunca visitou, horizontes que nunca vera.

 Após abate lhe lanço olhares,
 dos cabelos soltos bagunçados aos calcanhares.
 Percorro suas costas com as costas da mão,
 leio seus olhos e te beijo.

 Um beijo longo, pensativo...
 Te prendo os pulsos acima da cabeça,
 recomeço tudo e faço novamente:
 "Entra-e-sai! Entra-e-sai!".

 Te finalizo contigo ainda mais exausta.
 Você ofegante e com brilho na face,
 Eu sorridente e malicioso na fronte.
 Deito ao som instrumental, contigo repousada em meu antebraço.

 Termino o cigarro, desligo o som,
 acendo a luz e lhe pergunto se foi bom.
 Já sabia a resposta antes mesmo de se vestir.
 Sabia que voltaria antes mesmo de partir.

16.05.13

 Em pleno descanso durante o dia,
 sobre o papelão me deito, estico as costas, escrevo.
 Penso em mil fantasias com atendentes de telemarketing.
 Insight, imagino-me tocando teus seios,
 tenso, ereto, e todo disposto;
 na minha imaginação me desposo, enalteço.
 Escoro, espreito, no estreito do sono,
 enquanto sonho, com gostos de gozo dos seus mais íntimos lábios.
 Lábios loiros, carnudos, fundos, saborosos e pretensiosos.

16.06.13 - A felicidade é momento.

 Num sabor doce, me encontro no paraíso,
 para bel prazer e energia eu mastigo,
 e engolindo, causa-me felicidade e satisfação.
 Melhor pra mim, o emocional feliz, saudável, melhor pra ti.

 Acalma a fome, retrata um sopro em meio ao caos,
 solta ar do peito, tira estresse e trata dores.
 Causa tudo a cada mordida,
 Salvando á ultimo suspiro uma causa já perdida.

 Tomou-me de supetão um sentimento duvidoso,
 diferente de tudo, e semelhante a algo vago na memória.
 Doeu em mim o prazer da satisfação, causando energia.
 E no conforto das costas no encosto, foi-me esvairindo a vontade de dormir.

 Dores de cabeça e o remorso dum queijo engordurado.
 O bafo entrega, causas e pregas, mechas,
 Sentindo que fome não mais haverá,
 Dando sentido a tudo que não lhe faz feliz.

 Das dores, sem afago, vem a falta, a rejeição.
 Exprime meu sentimento e acaba com todas as chances e autoconfiança.
 Me joga ladeira abaixo e me entorpe,
 me entope de desilusão me tornando triste novamente.

16.05.13 - No Point (Jet)

 Olha, foca, pega a lata e cria.
 Rabisca a régua, corre o jet,
 pé nas costas, mão no muro e faz a fita.
 Se esquece e grita: - Pega o cap!
 Joga no beral, fecha a lateral,
 no fim, no início do prédio, preto fosco,
 louco, rolinho de dez no roxo.

 Pega e fosca tudo,
 agarrado na grade, trepado no muro.
 Tretado com todos falo; grito pro mundo,
 chamo minha tag, saco o stencil da bag,
 largo o dedo na pastilha.
 Cap no bolso e Colorgin 400 no canguru.

 Azul céu, céu azul, azul piscina,
 azul Sabesp, azul marinho, azul calcinha.
 Preto brilhante, preto fosco, preto óleo,
 látex branco, bisnaga Xadrez.
 Rolinho de cinco, riscando e contornando.
 Olha só saindo um novo grapixo,
 a noite de quinta numa quinta tá de primeira.
 As estrelas vão descendo e o dever me chama.
 Acho que hoje não volto,
 se tudo der certo, no point hoje fico.

Metamorfose - 15.05.13 ~ 10.06.13


15.05.13

 Sai estresse, vai pra casa.
 Não me faça de morada,
 tenho meus deveres, afazeres,
 há coisas...

 Estresse da dor,
 sem massagem,
 sem garota,
 Só estresse.

14.05.13

 Há possibilidade de sermos grandes amigos,
 nos falarmos mais tarde sem despertar desejo.
 Mas há, também, a vontade de tê-la,
 O sabor tão delicioso que é a conquista.

 Tem também a possibilidade de não mais nos falarmos,
 aquela possibilidade que soa quando o assunto morre.
 Mas a esperança é muito dócil e vem embalada,
 é como um bombom muito amargo envolto em celofane ou machê.

 Há possibilidade de me ferir,
 pois vocês é muito rude e grossa consigo mesma.
 Mas também posso feri-la,
 pois de cabeça quente, ego ferido e magoado, eu magoo.

 Mas há possibilidade de eu ser uma cura,
 uma cura pra sua pretensão, grosseria e arrogância causada por um passado.
 Aquele passado que estava enterrado,
 aquela versão da história que não aconteceu, mas sei que ainda arde.

Jack

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