segunda-feira, 29 de julho de 2013

26.06.13 - A culpa é de quem?

 Agora me vejo em meio ao fago cruzado, duas mulheres querendo uma parte de mim. Os opostos me seduzem com propostas e fazem planos. Eu nada vejo, nada ouço e nada falo.
 Está tudo oculto, assim como o sentimento. Nada está no tato, tudo está no ar, ainda estamos no primeiro ato.
 A trilha sonora já não importa, a cena é composto]a por dois cães se encarando no meio do deserto, e apenas um lobo entre eles. Nenhum dos cães nota um ao outro, apenas o lobo, que é o único que a todos vê.
 O futuro é incerto, e me causa náuseas só de pensar. É estritamente impossível controlar-me. Sou bicho-solto, algo do relento, sou tormento em paz, sou a paz do teu caos.
 Não sou presente, nem parte de um futuro; me abrace e estará abraçando o passado. Eu sou passado, sou esquecível, sou desprezível, sou luxo e raridade, um misto de carinho e crueldade.
 Sou aquele, certo incerto, que não ri e também não descorda. Trago a corda, ofereço ajuda, mas não a prendo bem, solto nem, e fico livre, ileso, são e desprendido.
 Eu sou sem dono, não sou cão, sou lobo. Repito frases feitas e tenho muito swing, um puta jogo de cintura. Sou admirado por quem não me conhece, e quem me conhece, ou é amigo ou inimigo.
 Traiu minhas próprias convicções e lhe trago as emoções, lhe jogo rosas mas não as colho. Eu as ignoro, as esqueço; nem prantos nem lamentos me seguram, eu sou selvagem.

 São todas vocês que me fortalecem e me enfraquecem.

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