Oh, anjo da morte,
toque meus lábios com os seus,
e vamos dançar a noite toda.
A valsa da morte é tão linda nesta época do ano...
Drops em pontas de línguas,
línguas de fogo,
dum calor vulcânico derretendo tudo.
Causa, reação, não importam se tu consegues valsar a noite toda.
Oh, Lúcifer, me abrace.
Já pequei e peco tanto, que meus pecados já me deram crédito.
Os chips sempre existiram, invisíveis,
é uma grande dívida que não sabíamos que possuíamos,
é uma grande porta de problemas que implodimos.
É físico,
é tátil,
é rude.
Oh, anjo da morte,
me leve aos campos de rosas vermelhas como sangue,
para meus lábios hemorrágicos dançarem a noite toda.
Oh, Lúcifer, sou verme,
sou lixo, suor, coração e carne.
Me conceda esta dança sem volta, com passagem de ida á seu coração.
Me entorpe os lábios, me entope os lábios...
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