terça-feira, 30 de julho de 2013

02.07.13 - "A arte chora"

 A arte chora,
 o céu se apavora.
 A noite abraça,
 a violência lá fora.

 O cigarro enaltece,
 a grama pendente,
 de arte subjacente,
 no subconsciente.

 O escritor para,
 o ego acorda,
 a escrita corre,
 madrugada afora.

 Com tudo parado,
 com todos dormindo.
 Com um feliz parto,
 minha prima sorri.

 Eu só peço, Pai,
 que cuide deste filho.
 Peço que o abrace
 bem, junto ao umbigo.

 Pois o ar me falta,
 só de pensar que amor falta,
 neste violento insano mundo,
 que ha tanto nos apavora.

 Pois do lado de fora,
 no centro, nos lares e bares,
 há ares, que não tarda nem demora,
 a causa sem razão de punição.

 Pai, sabes que não sou
 de teu mais virtuoso filho.
 E que não rezo os dias,
 para contigo. Mas entende.

 Compreende o apreço,
 das lágrimas simbólicas,
 das emoções de outrora,
 que derramo em pensamentos.

 Peço que cuide,
 deste filho teu.
 Que também é meu irmão,
 e recém-chegado é, em meu coração.

 Bons sonhos, criança.

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