A arte chora,
o céu se apavora.
A noite abraça,
a violência lá fora.
O cigarro enaltece,
a grama pendente,
de arte subjacente,
no subconsciente.
O escritor para,
o ego acorda,
a escrita corre,
madrugada afora.
Com tudo parado,
com todos dormindo.
Com um feliz parto,
minha prima sorri.
Eu só peço, Pai,
que cuide deste filho.
Peço que o abrace
bem, junto ao umbigo.
Pois o ar me falta,
só de pensar que amor falta,
neste violento insano mundo,
que ha tanto nos apavora.
Pois do lado de fora,
no centro, nos lares e bares,
há ares, que não tarda nem demora,
a causa sem razão de punição.
Pai, sabes que não sou
de teu mais virtuoso filho.
E que não rezo os dias,
para contigo. Mas entende.
Compreende o apreço,
das lágrimas simbólicas,
das emoções de outrora,
que derramo em pensamentos.
Peço que cuide,
deste filho teu.
Que também é meu irmão,
e recém-chegado é, em meu coração.
Bons sonhos, criança.
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