sexta-feira, 26 de julho de 2013

23.05.13 - L.G.

 E veio, vaga, a lembrança do estertor.
 Me causou um gosto de beleza e vontade.
 Passou-me seus olhos de lupa pela minha mente,
 cricou uma vontade de você no ínfimo, no âmago da minha mente.
 Mas é tão maligna a crença dum pecado que em tão pecado é,
 a crença de que amigos não podem cobiçar de tal forma,
 que me afogo em dúvidas e faço alusões ao que pode acontecer,
 ao que minha mente torna, acha, presume ser inevitável.
 Infinitas possibilidades, infinitos argumentos que podem me justificar.
 Infinitos argumentos, para com meu bom e velho, que podem me prejudicar.
 Mas há argumentos que podem nos estabilizar.
 Nos levar ás margens da responsabilidade.
 Nos trazer aos ventos mais puros que a praia do amor pode nos presentear,
 Criar companhias cinéfilas do cult, do moderno, do artístico...
 Brindar alguma bebida que há muito não bebo.

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