Chego já quase sem confiança,
desiludido por si próprio e sem esperanças.
O motivo da viagem ferroviária era o cine,
um título de garbo e elegância.
Mas, me atrasei, perdi a exibição.
Restaram Brhama, salgados e o meu futuro ganha-pão.
Um gole na gelada, uma mordida no salgado;
Um pensamento no presente, uma visão no inesperado;
Uma escrita estonteante, uma voz travada.
O ser mudo transcreve, se perde e absorve,
suga um terço do ambiente, e causa dores aos olhos de quem vê.
Que chato, eu perdi o terceiro ato.
Não haverá papo algum com o diretor,
nem perguntas ao ser de garbo que é o ator.
Nem mesmo poderei observar aquela linda atriz.
Oque me sobra é publicar no blog o poema que fiz.
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