sexta-feira, 26 de julho de 2013

21.05.13 - Faroeste Caboclo

 Chego já quase sem confiança,
 desiludido por si próprio e sem esperanças.
 O motivo da viagem ferroviária era o cine,
 um título de garbo e elegância.
 Mas, me atrasei, perdi a exibição.
 Restaram Brhama, salgados e o meu futuro ganha-pão.

 Um gole na gelada, uma mordida no salgado;
 Um pensamento no presente, uma visão no inesperado;
 Uma escrita estonteante, uma voz travada.
 O ser mudo transcreve, se perde e absorve,
 suga um terço do ambiente, e causa dores aos olhos de quem vê.

 Que chato, eu perdi o terceiro ato.
 Não haverá papo algum com o diretor,
 nem perguntas ao ser de garbo que é o ator.
 Nem mesmo poderei observar aquela linda atriz.
 Oque me sobra é publicar no blog o poema que fiz.

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