Me espanta a noite,
Criativa soite,
Que vem tarde,
Muito após a tarde,
E se abre como uma rosa.
Mão amanteigada,
Pelos papéis sujos de pauta,
Lauda após lauda, me inspiram
Enquanto ouço cítaras d'Os Besouros,
Quando ainda moços.
Paro um pouco,
Observo o caminho percorrido,
E do pescoço erguido e caneta levantada,
Dentre a minuta exaltada,
Ouço fora do quarto: "Vá deitar, está tarde!"
Tudo escrito aqui será de total honestidade, visto que, nesta faceta, minha identidade é um mistério.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
09.10.13 - Wylder
Hey, acordais e saíste da ilha!
Que bom, não és mais só!
Sois um pateta em acreditar que fui teu barco.
Que trágico.
Mas que boa notícia.
Maravilhosa onda de calor.
Sei que estás bem resolvida.
Que ironia!
Te deixarei,
Pois as terças solitárias são segundas pra ti.
Calo-me, és independente demais para mim.
Desculpe-me o grude!
Que bom, não és mais só!
Sois um pateta em acreditar que fui teu barco.
Que trágico.
Mas que boa notícia.
Maravilhosa onda de calor.
Sei que estás bem resolvida.
Que ironia!
Te deixarei,
Pois as terças solitárias são segundas pra ti.
Calo-me, és independente demais para mim.
Desculpe-me o grude!
09.10.13
Não sei como se sente,
Mas sei que se sentiria melhor comigo.
Tenho fé nos meus instintos.
Sou mais produtivo de madrugada.
Sem que faça contato visual,
Imagine meus olhos no seu.
Sem que tenhas meu toque,
Crê na minha visão mesmo no breu.
Comigo o céu cintila em diamantes,
Tortas de marshmellow são só glicose.
Sou puro doce quando posso,
Amargo quando quero.
Distância simbólica nos separam,
Nos diferenciam do raciocínio,
Nos mostrando o quão diferente somos.
Como se não bastasse a idade.
Assim vivo leve e melhor,
Desse jeito me sinto melhor todo o tempo.
Inclusive vivo sem medo.
Erro o tempo que for; não está aqui mesmo.
Mas sei que se sentiria melhor comigo.
Tenho fé nos meus instintos.
Sou mais produtivo de madrugada.
Sem que faça contato visual,
Imagine meus olhos no seu.
Sem que tenhas meu toque,
Crê na minha visão mesmo no breu.
Comigo o céu cintila em diamantes,
Tortas de marshmellow são só glicose.
Sou puro doce quando posso,
Amargo quando quero.
Distância simbólica nos separam,
Nos diferenciam do raciocínio,
Nos mostrando o quão diferente somos.
Como se não bastasse a idade.
Assim vivo leve e melhor,
Desse jeito me sinto melhor todo o tempo.
Inclusive vivo sem medo.
Erro o tempo que for; não está aqui mesmo.
domingo, 6 de outubro de 2013
02.10.13 - Lens
Lomografia é para poucos.
O analógico é seletivo.
A digital é intuitiva,
Mas a 3ccd é pronta.
Uma "mini dv" é prática.
Artesanal é arcaica.
Portáteis são caras.
VHS extinto.
SD amigo.
O analógico é seletivo.
A digital é intuitiva,
Mas a 3ccd é pronta.
Uma "mini dv" é prática.
Artesanal é arcaica.
Portáteis são caras.
VHS extinto.
SD amigo.
02.10.13 - Ego umbilical
Que alívio é este que me domina o peito,
Dai-me sorriso no rosto,
Me remete ao umbigo?
Um alívio sorridente da mais pura onda,
Onda pura de felicidade.
Simples onda de alívio,
Simples Sol de instinto,
Extinto Sol do umbigo.
Ego agradece,
Enaltecido pelas preces,
Aliviado do estresse,
Condizente com tua febre.
Mal passada é tua carne.
Mau!
Útil desapropriador,
Inútil companheiro.
Dai-me sorriso no rosto,
Me remete ao umbigo?
Um alívio sorridente da mais pura onda,
Onda pura de felicidade.
Simples onda de alívio,
Simples Sol de instinto,
Extinto Sol do umbigo.
Ego agradece,
Enaltecido pelas preces,
Aliviado do estresse,
Condizente com tua febre.
Mal passada é tua carne.
Mau!
Útil desapropriador,
Inútil companheiro.
29.09.13 - Ninguém
Sem amor o pião morre.
A dama pula casa.
O bingo come bola.
A flor não nasce.
O mato não cresce.
O apetite desaparece.
A vaidade acaba.
O Sol castiga.
A água falta.
Higiene não existe.
Abraço não há.
Sem amor ninguém dorme.
Sem amor ninguém sofre.
Sem sofrer ninguém cresce.
Sem crescer ninguém aparece.
Sem aparecer ninguém nota.
Sem nota ninguém foca.
Sem foque ninguém abraça.
Sem abraço ninguém beija.
Sem beijo ninguém sonha.
Sem sonho ninguém se apaixona.
Sem paixão ninguém ama.
A dama pula casa.
O bingo come bola.
A flor não nasce.
O mato não cresce.
O apetite desaparece.
A vaidade acaba.
O Sol castiga.
A água falta.
Higiene não existe.
Abraço não há.
Sem amor ninguém dorme.
Sem amor ninguém sofre.
Sem sofrer ninguém cresce.
Sem crescer ninguém aparece.
Sem aparecer ninguém nota.
Sem nota ninguém foca.
Sem foque ninguém abraça.
Sem abraço ninguém beija.
Sem beijo ninguém sonha.
Sem sonho ninguém se apaixona.
Sem paixão ninguém ama.
29.09.13
Sinto vontade de chorar mas não consigo.
Difícil está sendo,
Em meio toda tempestade, encontrar abrigo.
E o umbigo, aonde fica?
Entalado na garganta,
"Papo de mil fitas".
Todos os dias,
Todas as noites,
A essência é quebrada e o segredo desvendado.
Despedaçado faleço em lençóis.
Transtornado, preso no tornado,
Só levanto após mil sois.
Metido a besta, sem cabeça,
Só levanto após as três.
E dessa vez, o que fito?
Qual será a crise do deslize?
Os erros tais, de funções carnais,
Ainda me causam dores estomacais.
Não importando a arroba e nem o véu.
Nem se o veículo correu por Terra ou por Céu.
O que sobrou foram tiras, fitas, laços.
Fitílhos, cochichos mistos, muxoxos e farpas.
Apedrejam-me. Dizem.
Nada fazem mas consomem.
Nada criam condizentes com seus dogmas.
Eu vomito, anoto, escrevo e ninguém nota.
Sou um elefante de pantufa.
Uma mariposa na estufa.
Orangotango de desenho animado;
Só aparência, nada real!
Difícil está sendo,
Em meio toda tempestade, encontrar abrigo.
E o umbigo, aonde fica?
Entalado na garganta,
"Papo de mil fitas".
Todos os dias,
Todas as noites,
A essência é quebrada e o segredo desvendado.
Despedaçado faleço em lençóis.
Transtornado, preso no tornado,
Só levanto após mil sois.
Metido a besta, sem cabeça,
Só levanto após as três.
E dessa vez, o que fito?
Qual será a crise do deslize?
Os erros tais, de funções carnais,
Ainda me causam dores estomacais.
Não importando a arroba e nem o véu.
Nem se o veículo correu por Terra ou por Céu.
O que sobrou foram tiras, fitas, laços.
Fitílhos, cochichos mistos, muxoxos e farpas.
Apedrejam-me. Dizem.
Nada fazem mas consomem.
Nada criam condizentes com seus dogmas.
Eu vomito, anoto, escrevo e ninguém nota.
Sou um elefante de pantufa.
Uma mariposa na estufa.
Orangotango de desenho animado;
Só aparência, nada real!
29.09.13
Parece que neste momento, administrar você próprio os seus problemas,
É o ato mais difícil deste enredo.
Não consigo nem administrar minhas rimas, quem dirá meu desemprego.
É o ato mais difícil deste enredo.
Não consigo nem administrar minhas rimas, quem dirá meu desemprego.
23.09.13 - Like a Dream
Camundongos,
Choupana cheia deles.
Uma invasão,
Um caos total,
Com paredes caindo.
Uma só cidade subterrânea,
Nascida nos porões de casa.
Asa, pata, rabo, pernas...
E tudo muda.
Vira sal e um filme de traição.
Choupana cheia deles.
Uma invasão,
Um caos total,
Com paredes caindo.
Uma só cidade subterrânea,
Nascida nos porões de casa.
Asa, pata, rabo, pernas...
E tudo muda.
Vira sal e um filme de traição.
23.09.13 - Russian Red
Russa vermelha,
Com calor espanhol.
Tens doce timbre,
Disso sabes.
De imediato ato,
Causou-me vácuo.
Pensei ao acaso,
Num amor passado.
Tudo me remete,
Sua voz, seus olhos...
Me levam a lugares,
Me trazem presentes recusados.
23.09.13 - Ira Chernova
O seu olhar em preto e branco me assombra.
A ferida narcísica desperta, traz a tona sonhos frustrados.
Eu sou a moldura de suas fotografias frias, eu sou o álbum de suas imagens mais sensuais.
Sou a caneta deslizante por sobre a pele branca pautada e datada.
Sou dono do caderno das eras,
Dos encantos deslizantes.
Sou os olhos atentos no seu ensaio nu.
E você nunca ouviu falar de mim.
21.09.13 - Autorretrato II
Diariamente, serião.
Constantemente, canastrão.
Na presença de amigos, falastrão.
Na presença da mãe, filhão.
Tranquilo na escrita feito ermitão,
As vezes descreve um furação,
Outrora colide um caminhão...
Mas sempre escreve com emoção.
Sabe que está sendo clichê até então.
Também reconhece suas rimas onde estão,
Que não passam de um borrão,
Mas acredita em sua evolução.
Já foi um cara descontraido,
Com sorriso na face meio bobão.
Mas hoje é mais triste e tranquilo.
E todos seus textos remetem a uma antiga paixão.
Constantemente, canastrão.
Na presença de amigos, falastrão.
Na presença da mãe, filhão.
Tranquilo na escrita feito ermitão,
As vezes descreve um furação,
Outrora colide um caminhão...
Mas sempre escreve com emoção.
Sabe que está sendo clichê até então.
Também reconhece suas rimas onde estão,
Que não passam de um borrão,
Mas acredita em sua evolução.
Já foi um cara descontraido,
Com sorriso na face meio bobão.
Mas hoje é mais triste e tranquilo.
E todos seus textos remetem a uma antiga paixão.
21.09.13 - Autorretrato
Diariamente calado,
Sempre emburrado.
Um pouco sisudo e destacado.
Conta com um dia,
Ter sua câmera de fotografias,
E adquirir uma filmadora como disse que faria.
Irá trazer lembrancinhas de longe,
Lembrar da responsabilidade de ser homem,
E fazer mais que existir.
Sempre emburrado.
Um pouco sisudo e destacado.
Conta com um dia,
Ter sua câmera de fotografias,
E adquirir uma filmadora como disse que faria.
Irá trazer lembrancinhas de longe,
Lembrar da responsabilidade de ser homem,
E fazer mais que existir.
13.09.13
O quão é necessário demonstrar força? Até que ponto é realmente plausível demonstrar força, defender sua honra? Há cabimento nesta cultura tradicionalista em colecionar feridas de guerra?
No mundo atual, as pessoas mais sensatas e mais jovens estão deixando cada vez mais de lado esta arcaica tradição.
No mundo atual, as pessoas mais sensatas e mais jovens estão deixando cada vez mais de lado esta arcaica tradição.
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