Me espanta a noite,
Criativa soite,
Que vem tarde,
Muito após a tarde,
E se abre como uma rosa.
Mão amanteigada,
Pelos papéis sujos de pauta,
Lauda após lauda, me inspiram
Enquanto ouço cítaras d'Os Besouros,
Quando ainda moços.
Paro um pouco,
Observo o caminho percorrido,
E do pescoço erguido e caneta levantada,
Dentre a minuta exaltada,
Ouço fora do quarto: "Vá deitar, está tarde!"
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