quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

05.12.13 - Nossa

 Porquê tão longe,
 Se estamos juntos?
 Aproximação rápido,
 Não deva ser um impasse.

 A conexão clara,
 A paixão mútua,
 Devia ser mais que suficiente,
 Para nos sentirmos completos.

 O passado nos cerca, eu sei.
 Mas nada há de ser feito.
 O tempo é a melhor resposta.
 Em todavia, pensar nele é o pior erro.

 Com tantos campos,
 Com tantas farpas nas ferramentas,
 Nenhuma se soltou,
 Nós arrancamos.

 Tentamos? Não. Tentando? Não.
 Tentar, é o primeiro passo para o fracasso.
 Estamos fazendo,
 Estamos realmente traçando, constituindo história.

02.12.13

 Se bem que ela,
 Nem é tão assustadora assim.
 Todo o receio agora,
 Está distante.
 Mais longe do que imaginei.
 Mais cedo do que previ.

 Mais verde no marrom,
 É como está o meu preto no branco.
 Meus conformes estão,
 Ainda agora,
 Mais claros do que antes.
 De certo modo, é certo.

29.11.13 - Jamais picles

 Tá tudo atropelado,
 Café: sentimento abstrato.
 Yakult: culto ao demônio.
 Um canto rouco,
 Louvor ao tinhoso.
 Desgraça pouco,
 É pilacagem.
 Maloca, esnobe.
 Pega tudo,
 Inclui fios de cobre.
 Ninguém é nobre.
 Nem porcelana é mais.
 Tu? Jamais, jamais...

28.11.13 - Não me negue II

 Como são fracos os beijos alheios em minha memória...
 Eles nada ecoam, agora são só história.
 A moda caralho ou á moda de viola,
 Eu curto a nova, a atual, a minha.

 Eu curto a presença dela, das irmãs, da mãe e da filha.
 Tudo que faça parte do universo seu,
 Quero que faça parte do universo meu.
 Com a gente é tudo de bom, é tudo atrito.

 Conosco sobra carinho e falta distância.
 Mas ninguém cultiva a saudade.
 Nós a matamos, mutilamos.
 Nossos abraços não são só abraços.

 Envolvidos com nossos laços,
 Vem junto o chamego no beijo,
 O apreço na carícia com os lábios que a provoca.
 Os lábios percorrem a boca, a orelha e a nuca.
 Com atenção e carinho fazemos nossa história.

28.11.13

 Oh, donzela,
 Das damas do campo
 És a mais bela.

 Indago-me,
 Dia-e-noite,
 Por que escolheste este filho da noite.

 Faço-me feridas,
 Quando tento escalar teus muros.
 Tão grande suas barreiras que beiram um monumento.

 Oh, Deus do amor,
 Conceda-me o dom da sabedoria,
 Pois a razão fugira pra nunca mais.

 Os tais anjos reclamam meu descaso,
 Os meus princípios sentem-se contrariados.
 Estou em dúvida, se amo pouco ou se amo demais.

28.11.13

 E eu tenho essa vontade incessante de apostar no duvidoso.
 Acho que me sinto confortável não me sentindo seguro.
 Quando algo se acerta, eu desconfio.
 Quando há desconfiança, tudo certo.
 É mais errado do que parece.

 As vezes me deixo levar por um atrativo.
 Nego as oportunidades e ajo como se não houvesse opções.
 Eu próprio me encurralo.
 Estou preso na minha faceta natural de amante apaixonado.
 Eternamente ligado a tudo que faz o coração bater.

 Queria correr longe, aproveitando a relva dos campos.
 Mas ao mesmo tempo gostaria de permanecer nesta vida agitada,
 Vida agitada de subúrbio:
 Durante a noite é cidade dormitório.
 Durante o dia é um pedaço do tártaro.
 O gostinho do inferno.

 O meu par perfeito são as estrelas.
 A sacada, a soleira.
 De resto o que me acompanha é pura imperfeição.
 Mas de todos os defeitos, este é o que mais me atrai.

 Perante as imperfeições físicas e de personalidade,
 Me sinto confortavelmente comum.
 Sinto-me no dever de assumir uma postura de gente grande.
 Melhor que isso, só sabendo nadar.

28.11.13

 É curiosa essa sensação...