Tudo escrito aqui será de total honestidade, visto que, nesta faceta, minha identidade é um mistério.
domingo, 6 de outubro de 2013
23.09.13 - Ira Chernova
O seu olhar em preto e branco me assombra.
A ferida narcísica desperta, traz a tona sonhos frustrados.
Eu sou a moldura de suas fotografias frias, eu sou o álbum de suas imagens mais sensuais.
Sou a caneta deslizante por sobre a pele branca pautada e datada.
Sou dono do caderno das eras,
Dos encantos deslizantes.
Sou os olhos atentos no seu ensaio nu.
E você nunca ouviu falar de mim.
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