Sinto vontade de chorar mas não consigo.
Difícil está sendo,
Em meio toda tempestade, encontrar abrigo.
E o umbigo, aonde fica?
Entalado na garganta,
"Papo de mil fitas".
Todos os dias,
Todas as noites,
A essência é quebrada e o segredo desvendado.
Despedaçado faleço em lençóis.
Transtornado, preso no tornado,
Só levanto após mil sois.
Metido a besta, sem cabeça,
Só levanto após as três.
E dessa vez, o que fito?
Qual será a crise do deslize?
Os erros tais, de funções carnais,
Ainda me causam dores estomacais.
Não importando a arroba e nem o véu.
Nem se o veículo correu por Terra ou por Céu.
O que sobrou foram tiras, fitas, laços.
Fitílhos, cochichos mistos, muxoxos e farpas.
Apedrejam-me. Dizem.
Nada fazem mas consomem.
Nada criam condizentes com seus dogmas.
Eu vomito, anoto, escrevo e ninguém nota.
Sou um elefante de pantufa.
Uma mariposa na estufa.
Orangotango de desenho animado;
Só aparência, nada real!
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