domingo, 6 de outubro de 2013

29.09.13

 Sinto vontade de chorar mas não consigo.
 Difícil está sendo,
 Em meio toda tempestade, encontrar abrigo.
 E o umbigo, aonde fica?
 Entalado na garganta,
 "Papo de mil fitas".
 Todos os dias,
 Todas as noites,
 A essência é quebrada e o segredo desvendado.
 Despedaçado faleço em lençóis.
 Transtornado, preso no tornado,
 Só levanto após mil sois.
 Metido a besta, sem cabeça,
 Só levanto após as três.

 E dessa vez, o que fito?
 Qual será a crise do deslize?
 Os erros tais, de funções carnais,
 Ainda me causam dores estomacais.
 Não importando a arroba e nem o véu.
 Nem se o veículo correu por Terra ou por Céu.
 O que sobrou foram tiras, fitas, laços.
 Fitílhos, cochichos mistos, muxoxos e farpas.
 Apedrejam-me. Dizem.
 Nada fazem mas consomem.
 Nada criam condizentes com seus dogmas.
 Eu vomito, anoto, escrevo e ninguém nota.
 Sou um elefante de pantufa.
 Uma mariposa na estufa.
 Orangotango de desenho animado;
 Só aparência, nada real!

Nenhum comentário:

Postar um comentário