Olha, foca, pega a lata e cria.
Rabisca a régua, corre o jet,
pé nas costas, mão no muro e faz a fita.
Se esquece e grita: - Pega o cap!
Joga no beral, fecha a lateral,
no fim, no início do prédio, preto fosco,
louco, rolinho de dez no roxo.
Pega e fosca tudo,
agarrado na grade, trepado no muro.
Tretado com todos falo; grito pro mundo,
chamo minha tag, saco o stencil da bag,
largo o dedo na pastilha.
Cap no bolso e Colorgin 400 no canguru.
Azul céu, céu azul, azul piscina,
azul Sabesp, azul marinho, azul calcinha.
Preto brilhante, preto fosco, preto óleo,
látex branco, bisnaga Xadrez.
Rolinho de cinco, riscando e contornando.
Olha só saindo um novo grapixo,
a noite de quinta numa quinta tá de primeira.
As estrelas vão descendo e o dever me chama.
Acho que hoje não volto,
se tudo der certo, no point hoje fico.
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