Quero ficar só,
mas só, eu sinto tanta saudade...
Sinto saudades dela,
da outra, daquela, a mesma,
das poucas, das outras.
Já não sei por quem choro,
e nem de quê choro.
Acho que choro pra ela,
pra outra, pr'aquela, pra mesma,
pra poucas, pra outras.
Sinto saudade, não falta.
Me dói o coração, pensar
o que a gente, eu e ela,
ou eu e a outra, talvez aquela, ou a mesma,
uma das poucas, ou alguém das outras, poderíamos ser.
Me dói tudo, me parte tudo.
Quebra tudo, não sobra nada.
Mas não fere, só arde.
É culpa, é medo,
é vontade, é desejo,
é peso, é remorso,
é vida, é matilha.
É tudo isso, e não é nada.
É parte, em parte metade.
É quase.
Mas ainda é dor,
que como um sino, só te lembra
quando toca, quando badala.
É, também, sujeira,
contudo, sujeira que traz nojo.
Aí tudo se vai,
e não sinto mais nada.
E nem me lembro que machuquei ela,
nem a outra, nem aquela, muito menos a mesma.
Nem me lembro das poucas, nem das outras tantas.
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