terça-feira, 30 de julho de 2013

28.06.13 - "Lobo Solitário"

 Quero ficar só,
 mas só, eu sinto tanta saudade...
 Sinto saudades dela,
 da outra, daquela, a mesma,
 das poucas, das outras.

 Já não sei por quem choro,
 e nem de quê choro.
 Acho que choro pra ela,
 pra outra, pr'aquela, pra mesma,
 pra poucas, pra outras.

 Sinto saudade, não falta.
 Me dói o coração, pensar
 o que a gente, eu e ela,
 ou eu e a outra, talvez aquela, ou a mesma,
 uma das poucas, ou alguém das outras, poderíamos ser.

 Me dói tudo, me parte tudo.
 Quebra tudo, não sobra nada.
 Mas não fere, só arde.
 É culpa, é medo,
 é vontade, é desejo,
 é peso, é remorso,
 é vida, é matilha.

 É tudo isso, e não é nada.
 É parte, em parte metade.
 É quase.

 Mas ainda é dor,
 que como um sino, só te lembra
 quando toca, quando badala.
 É, também, sujeira,
 contudo, sujeira que traz nojo.

 Aí tudo se vai,
 e não sinto mais nada.
 E nem me lembro que machuquei ela,
 nem a outra, nem aquela, muito menos a mesma.
 Nem me lembro das poucas, nem das outras tantas.

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