Eu era um peixe que nadava no mar,
Pulava pro rio e andava na Terra sem se afobar.
Tropeçava aos prantos quando não conseguia voltar,
E se lamentava quando se punha a errar.
Tentava com todas as forças caminhar,
Mas desde sempre sua vida fora boiar.
Me frustrava muito quando a correnteza vinha me puxar,
E batia de frente com quem no nado viesse me desafiar.
Nadava profundo mesmo, até me desgastar.
Ficava obcecado quando o objetivo fosse tesouros desbravar.
Fincava forte minhas idéias fechadas, e "ai" de quem tirar,
Aquela paixão adolescente que na minha cabeça eu punha a venerar.
Peixinho cabeça oca, que por damas se prostrava a desdobrar.
Peixão bobão que nadava sem noção do mar.
Peixe esperto que se punha no rio a se afogar.
Peixe sofrido que só boia, e hoje cansou de nadar.
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