segunda-feira, 11 de novembro de 2013

24.10.13 - Não me negue

 O que me chamou a atenção,
 Fora sido aquele sorriso,
 Sem sequer capricho,
 Que quando revido,
 Torna claro e simples,
 Singelo e tímido.
 Meio de canto,
 Inocente se desmancha
 Aos poucos.
 Sobram segundos,
 Muito poucos;
 Ficam murmúrios ao pé do ouvido.

 Um cochicho aqui,
 Um carinho ali,
 A tentação no toque das mãos.
 Um turbilhão na imaginação,
 Ação, consequência.
 A carne é de extrema fraqueza.
 Negar o prato,
 Pura desobediência,
 É negar a si as leis da natureza.
 É não beber da água que tenho.
 Negar o próprio seio é,
 Lembrar-se que tens medo.

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