Através dos fachos oscilantes da seteira,
O soldado notara a silhueta de uma jovem.
Não durara 2/4 de segundo.
Correra a traz como nunca,
Largando no caminho o cantil,
A mochila, a ração, uma Luger e seu fuzil.
Trespassara o arco final,
Cortado como uma criança os raios solares que atravessavam as janelas envidraçadas.
Atravessando em poucos segundos todo o salão protegido pela abóbada.
Quando finalmente cruzara a guarita de granito,
E os raios do por-do-Sol tocaram-lhe a fronte,
Fora sido estocado.
Sangrara rios e mares.
Estava com um punhal no abdome.
Punhal este com o cabo atado ao cano de um rifle alemão.
A sua donzela que tanto procurou,
Fora sido uma alucinação fruto de sua solidão e desidratação.
Uma consequência fatal por se perder enquanto voltava pro batalhão.
O pobre, agora caído no chão de terra batida,
Agonizando no solo sob o arco principal do castelo alemão,
Não tivera tempo de ver a vida diante de seus olhos.
Devido sua demência, ou sua esperança infantil,
A última imagem que visualizara fora sido encantadora.
Não era a face nazista que o apunhalara, nem o sangue que lhe jorrara...
Era um anjo em vestido de seda branco,
Que viera num sonho lúcido cuidar de teus prantos,
Um anjo que deixara em terras ianques chamado Lenora.
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