Com aquele jeito inocente,
Aquele olhar curioso,
Ela desfila meio indecente,
Diante de meus olhos.
Já virara a musa inspiradora,
A minha Lenora,
O motivo para a caneta,
Escorregar pelas pautas.
Virara a minha cafeína,
O remédio de minhas feridas.
A chama apagada esquecida,
Que agora vive ativa.
A mensagem é uma só,
"Quero que me pegue sem dó,
Se possível use cordas e faça um bom nó.
E que eu gema tanto que fique sem voz."
Eu como um bom cavalheiro,
Atenderei seu pedido.
Vou começar por sua boca molhada,
E terminar abaixo do umbigo.
Se quiseres ficar, não negarei abrigo.
Se se comportar, lhe negarei o sorriso.
Quero-te perversa, insana...
Me implorando novamente aqueles tapas na cama.
Quero te dominar de todas as direções,
Te pegar daquele mesmo jeito de lado.
Pancada após pancada, te devorando...
Ferozmente prejudicando o estrado.
Rangidos de móveis,
Tapas estalados...
Todos sons possíveis emitidos do seu corpo,
São meus aliados.
O corpo sua.
A mente ferozmente atua,
Para não cair na tua.
Está realmente me tentando.
Me provocando cai,
Toda molhada e emitindo muxoxos,
Por cima de mim.
Exausta e ensopada.
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