sábado, 7 de setembro de 2013

03.09.13 - Vale Verde

 Este amor é paixão mútua.
 Dai-me fervor e te deixa maluca.
 Sentindo seu cheiro a beijo e te deixo nua.
 Quero acariciar e lamber essa sua,
 Molhada, carnuda e tão bela vulva.
 Apaixonei-me por ti logo na perscruta.
 Não fora de repente que gravei sua imagem una.
 Foi aos poucos que me vi te tornando única.
 Se perguntarem estou satisfeito com uma.
 Se me questionarem eu defendo a honra tua.
 Assim como você, não existe nenhuma.
 E "ai" de quem disser que encontrou alguma.
 Impossível mesmo é te perder e ser leve como pluma,
 Pois ficaria com a cabeça cheia de culpa.
 Você em mim é o meu pecado da gula,
 Minha avareza, minha ganância e luxúria.
 A você, não poderia lhe presentear seu valor nunca.
 Este pobre coitado só pode chorar esta folha suja.
 Porém, ele sabe que, antes que o poema sucumba,
 Não pode deixar de falar sobre sua astúcia,
 Que o prendeu de início e deixara-o enjaulado como uma cacatua.
 Mas se deixares, princesa, ele voará para Araruna.
 Entretanto, caso em sua vida você o inclua,
 Ele deixará de viver pra rua,
 E viverá em suma
 Existência.
 E será seu!

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