Eu não quero mais,
Pode ir embora.
Me dá nojo quando me toca os lábios.
O seu cheiro impregna minhas roupas, meu cabelo...
Antes era um prazer sem igual,
Estar e tomar um café contigo.
As vezes, até rolava uma cervejinha.
Um encontro casual à três...
Depois de algum tempo,
Tratava de te mostrar aos outros,
Deixava tocar meus lábios em público,
E nada mais me importava.
Agora me importo.
Me importo com minha saúde, comigo...
Me importo não só contigo, mas comigo.
Você me faz um mal,
E não mais quero voltar a vela.
Se só assim podemos continuar,
Então não quero mais tê-la pra mim.
Tu acabaste com minha saúde, meu dinheiro, minha juventude.
Meu fôlego fora embora... embora.
Sobraste só a saudade de ti.
Mas sou forte, persistente.
Ainda não sois livre.
Sinto falta...
Mas você não faz mais falta em mim.
Quero que vá, e peço que se retire agora!
Vá brincar com outros lábios,
E me deixe boiar no oceano de pensamentos.
Fugirei de ti numa leitura de Bradbury,
Ao som no Labirinto, de Incendiários na Anatema.
Ficarei internado no covarde conforto.
Não torne a voltar!
Serei um atleta ao skate.
Mais forte nas decisões.
Preciso nos trotes nos caminhos sinuosos.
Estou pronto para encarar os sintomas.
Encarar a abstinência. O problema.
Não vou virar as costas pras coisas.
Nem deixar em branco os dilemas.
É tudo novo.
De uma tonalidade rubra intensa,
Pulsante e muito viva.
Vá embora!
Não quero tornar a vela nunca mais, Nicotina!
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