Caras mascaradas,
E máscaras adornadas.
Me causam enjoo junto a menção das pragas.
Questionando a procedência,
E desconfiando dos fatos a coerência.
Capturo no ar a mentira contida em cada displicência.
Munido de experiência,
Não me deixo iludir.
Mas a cada falso passo nas estórias deixo redimir-se.
Porque mais forte que a dor,
Bem mais eficaz que o rancor,
Eu aprendi a dar sempre uma chance pro amor.
~As vezes tem de lutar,
Mesmo se não sabe o que é.
Por que se depender dos outros pra ajudar,
Muitos vão dar no pé.
As vezes tem que sorrir,
Mesmo que não valha um tostão.
Pois depender dos outros e fazer com intenção,
Só nos causa frustração.~
As vezes tem que sorrir,
Mesmo que a casa cair,
As vezes tem que lutar,
Mesmo se a força faltar, por que
Quem faz pensando sempre no retorno,
Nunca chega a faturar o dobro do investimento.
Quem muito faz e pouco corre a traz,
Pode acabar cego no tormento.
Já passei por muita tempestade,
E já corri muito da chuva no centro dessa cidade.
E também aprendi que fazer valer a vivacidade,
É uma forma de prevenção antes que chegue a dificuldade.
Dia-a-dia, enfrentando a correria,
Se movendo por entre os destroços dessa city.
Ralando, trampando, gastando os dedos até os ossos.
Causando bem só a mim mesmo.
Deixando guardado com muito trabalho o meu pé-de-meia.
Por que a veia,
Já nasceu velha e calejada.
E não pretendo descansar até a próxima parada.
~As vezes tem de lutar,
Mesmo se não sabe o que é.
Por que se depender dos outros pra ajudar,
Muitos vão dar no pé.
As vezes tem que sorrir,
Mesmo que não valha um tostão.
Pois depender dos outros e fazer com intenção,
Só nos causa frustração.~
Sempre faço por vontade própria,
Sem esperar incentivo ou aguardar um tapinha no ombro.
Se eu esperasse uma medalha,
Ai de mim... Só tava o osso.
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