Tive tudo com você,
flores, céu, mar...
Peguei muito bem,
e até adormeci contigo.
Quis lhe dar mar,
flores, céu e o fel.
Brindei só, a minha cachorrada,
e degustei todo o mel.
Contei a todos sobre o voo,
zarpei o navio direção aos ventos.
Contornei seu coração de sobrevoo,
e o deixei solto só, no pântano.
Causei estrago e não,
quase nada te valorizei,
e fiz de vez,
o decreto final do sofrimento.
...
Hoje te valorizo bem,
me culpando de tanto mal...
Pedi, supliquei aos céus uma chance,
pensando que um dia a teria volta.
Que brecha que dei!
Pensei que fosse o rei.
Achei, depois de tudo,
que tu virias com um presente.
No presente, presumo,
calado diante de versos de resumo,
que encontrarei algo real.
Quem dera tudo fosse um sonho.
"Saismodê", solta tudo de tudo,
e de tudo sobra um pouco.
Me cobra rouco,
preso mezo, meço e louco solto,
crio frases de impacto,
contando mil fitas das eras.
Nem ela que tanto sofreu,
pensou em mim como a espera.
Tanto falta frases queridas,
que há muito tão esquecidas,
penso em guardar todo torpor,
mágoa e rancor, para sempre.
...
Que louco, este bêbado insano.
Falando consigo mesmo do passado,
pensando que poderia corrigir
um velho grande erro.
Que lindo desfecho,
eu solto em cerveja,
escrevendo merdas sentimentais
e pensando em revê-la.
Que mal me fiz,
só pensando em meu nariz.
Tão velho sou,
com alma pútrida,
que ao menos me sobra bondade.
Nem vivo, nem morto,
nem espírito e álcool me salvam.
Nem meu amigo caderno,
que tanto eu prezo,
me representa na defesa,
na proteção, que seria sem nexo,
pode parar esta dor imensa.
Saudades, ...
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