terça-feira, 9 de junho de 2015

12.11.14 - Misterioso

 Não sou misterioso.

 Só não digo o que quero,
 Onde ando,
 Onde vou.

 O que como,
 Como como,
 Como estou.

 O que penso,
 Se desejo,
 Se restou.

 O que temo,
 Se é desalento,
 Ou Homegrow.

 Se é manga rosa,
 Haxixe seco,
 Ou Rock'n Roll.

 Se é Cocaine,
 Maryjanne,
 Tu se importou.

 Mas sera dengue,
 Ou só dengo,
 Se importou.

 Pois havia doce,
 Dor em close,
 Só fi-si-co.

 Sinto as vezes,
 Sem as vestes,
 Que multiplicou.

 As minhas preces,
 Em meio a vévi,
 Quando acabou.

 Aquela sede,
 Maldita sede,
 De quem herdou.

 Muita dor,
 Um tanto de ódio,
 Resto rancor.

 Senti e parei,
 Pensei, frizei,
 Mistério colou.

 E se sorri,
 Deixei partir,
 Quem me matou.

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