segunda-feira, 10 de março de 2014

15.12.13

 Quem sou eu?
 Um culpado, procurado por amar.
 Acusado de tirar doce da boca de criança.
 E ainda tinha esperança,
 De ser compreendido.

 O alívio não veio,
 Mas com o apreço eu pude simulá-lo.
 E após o estrago que ainda não foi efetuado,
 E o inferno na Terra que está sendo perpetuado,
 O lado negro da força me alicia e me convida,

 Me chama em vida pra brincar de Morte.
 Mas esta permissão só Deus tem,
 Assim como a bússola aponta pro Norte.
 Como esse amor, ele é meu braço forte.

 A causa é nobre e tem um terço de fé.
 Não vou arredar o pé nem viver de centeio.
 Vou contra a maré e o medo,
 E lutar por ela.
 A conquista é de quem deu amor primeiro.

 Não vou desistir do que é meu por direito,
 Vou seguir, bater de frente se for preciso.
 Encontrar seu olhar é encontrar abrigo.
 E antes que chova no meu olhar,
 Eu vou correr e me abrigar.

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