segunda-feira, 10 de março de 2014

28.12.13

 Conheça meus limites,
 E se assuste;
 Viva com meus altos e baixos,
 E conviva com o excesso e a falta;
 Me desaponte e conheça a ausência,
 A carência é o pacote.

 Mas a morte, não morre;
 O vazo é ruim, não quebra;
 O braço calejado, é forte;
 E o leito fora abandonado;
 No frasco de comprimido há vento;
 No ventre há dedo.
 No texto morto há morte,
 Morta pelo morto, morto,
 Por alguém criado pra matar,
 Vivo de morte,
 Morto pra nascer,
 Destruindo pra criar.

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