segunda-feira, 10 de março de 2014

18.12.13 - Montecchio e Capuleto - Parte 1

 Estou com meu peito apertado,
 Um nó na garganta,
 Um sentimento abstrato,
 Como se meu peito fosse dilacerado.

 Além de saudade,
 Também junto a ânsia,
 Vem a curiosidade,
 Colada com a pujança em forma de amor.

 Um sentimento muito dúbio,
 Uma força que me deixa mudo,
 Da qual não sei o nome,
 Me causa felicidade e medo ao ouvir seu nome.

 É uma tempestade,
 Sem consciência e razão,
 Que me toma quando penso em nós,
 Juntos num futuro muito após,

 A tormenta, a tempestade...
 E na posteridade dos fatos,
 Os atos que calejam meus punhos,
 E petrificam minhas lágrimas,

 Serão justificados só após o por do Sol,
 Alguns instantes antes da última Lua,
 Muito além dos campos de trigo,
 E quando nos sentirmos quase exaustos.

 Nos vejo acima dos destroços da sociedade,
 Sobre os corpos de inveja,
 Os materiais da luxúria e avareza,
 Cultivando nossas virtudes.

 Além de tudo isso e principalmente,
 Nos vejo cultivando as flores,
 Regando as rosas do nosso jardim,
 Onde só floresce o amor.

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