Estou com meu peito apertado,
Um nó na garganta,
Um sentimento abstrato,
Como se meu peito fosse dilacerado.
Além de saudade,
Também junto a ânsia,
Vem a curiosidade,
Colada com a pujança em forma de amor.
Um sentimento muito dúbio,
Uma força que me deixa mudo,
Da qual não sei o nome,
Me causa felicidade e medo ao ouvir seu nome.
É uma tempestade,
Sem consciência e razão,
Que me toma quando penso em nós,
Juntos num futuro muito após,
A tormenta, a tempestade...
E na posteridade dos fatos,
Os atos que calejam meus punhos,
E petrificam minhas lágrimas,
Serão justificados só após o por do Sol,
Alguns instantes antes da última Lua,
Muito além dos campos de trigo,
E quando nos sentirmos quase exaustos.
Nos vejo acima dos destroços da sociedade,
Sobre os corpos de inveja,
Os materiais da luxúria e avareza,
Cultivando nossas virtudes.
Além de tudo isso e principalmente,
Nos vejo cultivando as flores,
Regando as rosas do nosso jardim,
Onde só floresce o amor.
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