Poeira estelar cativante,
Entra e invade meu peito com uma potência de uma usina hidrelétrica.
Sua torrente, uma libido sem nome,
Causa tudo a toda, toda hora á tona.
Sem demora, denota,
Sua vivacidade estelar.
As estrelas brilham no céu,
Me iluminam e me cobrem com véu,
Despersante e imaginativo,
Me fazendo sonhar, me fazendo crer que o crer é só questão de chorar.
E eu choro.
Choro agora, riu depois.
Rio que depois deságua em sede de saudades,
E que causa em meio a tempestade um abrigo coberto por carinho, amor, atenção e lindeza.
Está aí, perdida sobre a mesa, a fartura irreconhecível de beleza por quem é cego de opção ou cego por opção...
A pior cegueira é a da alma,
Mas minh'ama agradece, o privilégio de outrora,
Em portar tal sensibilidade cognitiva em notar,
O que as estrelas têm a oferecer.
E perceber, que mesmo tendo em mãos, só poeira estelar, é o suficiente pra sonhar e dormir em paz.
Boa noite, linda.
Boa noite, estrela-guia.
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