quarta-feira, 29 de julho de 2015

17.12.14 - Lerê Lerê II

Seus olhos param no tempo,
Seu rosto friza meu cenho,
Sua mente pensa no mesmo,
Marasmo de sempre, com medo.

Esconde delicadeza,
Sua face, enaltecida beleza.
Porém, singela beleza,
Esconde uma fraqueza.

És tão ingênua quanto bela,
Tão princesa como só ela,
Tão jovem que ainda espero,
Um presente de outono/primeva.

Sua luz reflete minha paz,
Meu caos reflete seu amor,
Sua dor extrai de meu fugaz
Ódio, um tremendo fervor.

É amor sem obsessão,
É saudades com paixão.
Mérito de conquista,
É sentir sua pele na minha.

Me abraça.

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