quarta-feira, 29 de julho de 2015

25.12.14 - Não a quero distante.

Ela sente medo,
Eu afago, intercalo
Entre vacinas de mimo
E beijos de chá gelado.

O chá que me degusta
De cevada a mil anos na busca
Causa causa mortis mais
Que um playboy muito loco de fusca.

Bato de frente,
Intimido a mente de gente que pensa que não pode ser gente como a gente.

Que só pensa no Brasil como irmão
E dizem pra nós que por gente como nós o Brasil não vai pra frente.

Ela aflita, eu angustiado,
O som que vem ao longe é o do disparo.
E eu paro, fotografo e retrato,
O rosto lindo da minha diva que me dá forças a cada intervalo.

Quero emoção e seu coração,
Sou um cara intenso com um ganha pão.
Acordo todo dia, as seis da matina,
E me perguntando se não fosse um zumbi da rotina o que eu faria?

Quero mais, quero amor
Sangue suor.
Quero paz sem rancor,
Meu bem e só.

Quero trato no mato,
Ou na cama, como quiser,
Quero minha mina, minha amada,
Minha mulher.

A quero por perto,
No seu jeito discreto,
Descrevendo nosso teto,
Como se fôssemos sem-tetos.

Vem pra cá, cola e dá,
Alma pra paz mastigar com tesão.
Um ar, um rá, um três, um não.
Um sim, feliz pro meu coração.

Não a quero distante.
Não a quero distante.
Não a quero distante.

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